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Checklist de Revisão Periódica - Containers e Imagens

Este checklist aplica-se a todos os projetos e pipelines que constroem, distribuem ou executam containers e imagens no âmbito do Capítulo 09 - Containers e Imagens (CNT-001 a CNT-012). Serve como instrumento de verificação binária e auditável da adoção prática das prescrições deste capítulo, permitindo:

  • Controlo sistemático da segurança na cadeia de construção e execução de containers;
  • Verificação por projeto em momentos-chave do ciclo de vida (build, deploy, operação);
  • Geração de indicadores de conformidade técnica e maturidade de supply chain security.

🗓️ Recomenda-se a sua aplicação a cada release significativa, ou sempre que existirem alterações nas imagens base, pipelines, registos ou configurações de runtime.


📋 Itens de Verificação

ItemVerificado?
As imagens base provêm de uma lista de origens aprovada e mantida, e as imagens de origem não aprovada são rejeitadas? (CNT-001)
Cada imagem é referenciada por digest SHA imutável, sem tags flutuantes? (CNT-001)
As imagens são minimalistas (sem binários interativos não justificados), com rebuild periódico por SLA de patching? (CNT-003/CNT-010)
Existe catálogo versionado de Golden Base Images com estados de aprovação, depreciação e revogação?
Existe allowlist de registries com bloqueio por origem, acesso autenticado com logs retidos e aprovação para publicação em registries públicos? (CNT-011)
Existe scanner de vulnerabilidades ativo no CI/CD e as de severidade igual ou superior ao limiar bloqueiam o build ou deploy? (CNT-002)
É gerado e anexado SBOM (CycloneDX ou SPDX) a cada imagem publicada, acessível para auditoria? (CNT-008)
Os containers executam como utilizador não-root? (CNT-004)
As capabilities do kernel são restringidas (drop: ALL + adições justificadas) e existe perfil seccomp/AppArmor ativo? (CNT-006)
O sistema de ficheiros root está configurado como read-only em runtime? (CNT-005)
A execução privilegiada e o acesso ao Docker socket / hostPID / hostNetwork estão bloqueados, e o estado efetivo de hardening é verificado contra o declarado (drift)? (CNT-006)
As imagens são assinadas (com transparency log) e a assinatura/proveniência é verificada por admission controller antes do deploy? (CNT-007)
O admission controller está em modo enforce e valida os manifestos contra políticas versionadas (OPA/Kyverno), com logs de admissão e rejeição? (CNT-009)
Os workloads usam ServiceAccount dedicada com RBAC mínimo e NetworkPolicy com deny-all default e egress controlado, com workloads críticos em namespaces dedicados? (CNT-012)
As imagens estão livres de credenciais embebidas (verificado por secret scanning no build) e os containers obtêm credenciais via identidade efémera?
Para workloads críticos L3, é usado sandboxing avançado (gVisor/Kata/Firecracker via RuntimeClass) e os runners/builders são efémeros, assinados e com limites de recursos?
Existe rastreabilidade commit → pipeline → imagem → decisão → execução, com registo da decisão humana de promoção, retenção/limpeza de imagens obsoletas e exceções com TTL e objeto formal no admission controller?
Os runtimes de inferência AI self-hosted protegem os pesos do modelo (encriptação at-rest com chaves no cofre, verificação de integridade por hash, acesso auditado), com isolamento de GPU e separação de workloads sensíveis?
As APIs de inferência AI exigem autenticação, rate limiting por consumo e limites de max_tokens/prompt/timeout, com auditoria por principal, network policy restritiva e runtime pinned com SCA?

🔄 Notas de aplicação prática

  • Este checklist pode ser convertido em etapa automatizada de CI/CD, formulário digital de validação ou dashboard de conformidade de containers.
  • Cada item deve ser tratado como indicador binário (sim/não), permitindo cálculo de KPIs de adoção por projeto, pipeline ou equipa.
  • A validação completa deste checklist confirma conformidade técnica com o Capítulo 09, sustentando auditorias de segurança e avaliações de maturidade SbD-ToE.
  • Os resultados podem ser correlacionados com o Capítulo 05 - Dependências e SBOM, garantindo rastreabilidade total da cadeia de fornecimento.

❗ Este capítulo é essencial para a integridade e segurança da cadeia de construção e entrega de software. A ausência destas práticas compromete a confiança nos artefactos distribuídos e a conformidade com requisitos de supply chain security previstos em NIS 2 e DORA.