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Checklist de Revisão Periódica - Threat Modeling

Este checklist aplica-se a todas as aplicações com criticidade L2 ou L3, ou que envolvam fluxos sensíveis, exposições externas ou alterações de arquitetura relevantes.

Serve como instrumento de verificação binária e auditável da adoção prática das prescrições do Capítulo 3 - Threat Modeling (THR-001 a THR-008), permitindo:

  • Verificação formal em revisões técnicas e auditorias;
  • Controlo da rastreabilidade entre ameaças, requisitos e controlos;
  • Geração de indicadores operacionais agregáveis por projeto ou equipa.

🗓️ Recomenda-se a sua revisão no início de cada épico ou funcionalidade crítica, e antes de alterações significativas no sistema.


📋 Itens de Verificação

ItemVerificado?
Existe threat model formal documentado para a aplicação (L2+), rastreável à versão de arquitetura avaliada?
O modelo inclui DFDs atualizados com trust boundaries explícitas e justificadas?
Foi aplicada uma metodologia estruturada com STRIDE como baseline?
Os sistemas que tratam dados pessoais aplicam LINDDUN sobre o mesmo DFD?
Cada ameaça tem disposição formal explícita (mitigado, aceite, transferido ou excluído) com owner nomeado?
Cada risco aceite tem justificação documentada, aprovação formal e prazo de reavaliação?
Existe rastreabilidade verificável ameaça → requisito → backlog → validação com threat ID referenciado?
O threat model está versionado e foi atualizado no prazo definido (≤30 dias após trigger ou por release), com gate de frescura no CI/CD?
O threat model foi revisto por AppSec independente antes do go-live (L2+), com evidência?
Os sistemas com componentes AI/ML têm threat model estendido (prompt injection, model poisoning) referenciado a MITRE ATLAS ou NIST AI 100-2?
Os agentes de IA com uso de tools têm DFD agentic e threat library citada por ID canónico ancorada a controlos?
Foram derivados abuse/misuse cases e integrados no backlog como requisitos rastreáveis?
O threat model foi validado e aprovado por um responsável explícito, distinto dos artefactos de apoio?
Os artefactos de threat modeling têm controlo de acesso, classificação e retenção definidos?
As ameaças foram priorizadas por impacto de negócio e essa priorização reflete-se no backlog?

🔄 Integração Operacional

  • Este checklist pode ser integrado em revisões de arquitetura, gates de release, pipelines CI/CD ou sessões de planeamento de sprint.
  • Cada item deve ser validado com evidência objetiva: modelos DFD, ficheiros STRIDE, comentários em PRs, links para requisitos no backlog, registos de sessões, etc.

⚠️ Em caso de resposta negativa, deve existir exceção formal documentada, com owner e prazo de reavaliação, conforme o modelo do Cap. 2.


✅ Conformidade e KPI

  • A validação deste checklist permite declarar conformidade com o Capítulo 3 - Threat Modeling.
  • A contagem de respostas afirmativas pode ser usada para medir o grau de adoção das práticas prescritas.
  • Este resultado pode ser agregado por equipa, domínio ou organização como indicador de maturidade e cobertura de risco.

📌 Este mecanismo operacional está alinhado com o modelo de rastreabilidade e controlo contínuo definido no SbD-ToE.