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🏛️ Políticas Organizacionais - Arquitetura Segura

A adoção eficaz do Capítulo 04 - Arquitetura Segura - exige a existência de políticas organizacionais formais que sustentem, legitimem e tornem auditável a aplicação das práticas aqui descritas.


📌 Nota fundamental

⚠️ As práticas técnicas de definição de zonas de confiança, validação da arquitetura, exceções justificadas e rastreabilidade devem estar suportadas por políticas organizacionais aprovadas e divulgadas.

Estas políticas:

  • Formalizam responsabilidades e critérios de aceitação técnica;
  • Tornam visível a governação da arquitetura ao longo do ciclo de vida;
  • Permitem auditoria objetiva de decisões e exceções arquitetónicas;
  • Suportam a rastreabilidade entre requisitos, arquitetura e evidência técnica.

🧩 Este capítulo operacionaliza decisões formais sobre arquitetura - a política define, o capítulo executa.


🧾 Políticas recomendadas

Nome da PolíticaObrigatória?AplicaçãoConteúdo mínimo esperado
Política de Arquitetura Segura✅ SimTodas as equipas com responsabilidade técnicaPadrões obrigatórios, definição de zonas de confiança, segmentação, requisitos mínimos
Política de Aprovação Técnica de Design✅ SimProjetos com impacto da arquiteturaProcesso formal de revisão, papéis e responsabilidades, critérios técnicos de aceitação
Política de Documentação e Versionamento Arquitetural✅ SimSistemas com criticidade L2 ou L3Regras de diagrama, versão controlada, atualização em alterações estruturais
Política de Rastreabilidade Arquitetónica✅ SimProjetos sujeitos a controlo ou auditoriaMapeamento de requisitos (ARC-00x) → componente → controlo técnico
Política de Exceções Técnicas em Arquitetura✅ SimSempre que um requisito não for aplicávelFormulário formal, ciclo de revisão, plano compensatório, validade e owner técnico

📋 Estrutura sugerida de cada política

Cada política organizacional deve conter:

  • Objetivo e âmbito (ex: aplica-se a todos os projetos L2+);
  • Critérios técnicos obrigatórios (ex: ZTCs, checklists, modelo de exceções);
  • Papéis e responsabilidades (arquitetura, segurança, desenvolvimento, operações);
  • Exigência de evidência e rastreabilidade (ex: diagrama, registos de validação);
  • Processo de revisão e atualização da própria política (ex: anual);
  • Integração com processos de release e auditoria técnica.

✅ Recomendações finais

  • Estas políticas devem ser formais, acessíveis e aprovadas pelas áreas de arquitetura e segurança;
  • A sua aplicação deve estar integrada no ciclo de vida via templates, gates e práticas de CI/CD;
  • A existência destas políticas viabiliza a arquitetura segura como prática auditável e transversal, garantindo rastreabilidade e consistência.

📌 A sua ausência compromete a coerência das decisões técnicas, a validação de exceções e a auditabilidade da arquitetura - tanto em projetos internos como em contextos regulados.