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🧠 Modelo de Controlo de Execução em Runtime

🌟 Objetivo

Garantir que a aplicação, após o deploy, executa de forma segura, controlada e reversível, através de mecanismos que permitem limitar impacto, reagir a falhas, ativar ou desativar funcionalidades e prevenir execuções perigosas em produção.

Estes controlos funcionam durante a execução da aplicação, complementando os testes pré-deploy e os controlos de CI/CD, sendo fundamentais para suportar:

  • Reversibilidade e contenção de impacto;
  • Monitorização ativa e capacidade de reação;
  • Deploy progressivo e segurança em tempo real.

🧬 O que é controlo de execução

Controlo de execução refere-se a todos os mecanismos aplicáveis em runtime que permitem condicionar, bloquear, ajustar ou desligar funcionalidades da aplicação sem novo deploy.

São exemplos típicos:

TipoDescriçãoExemplo prático
Feature ToggleAtivação ou desativação dinâmica de funcionalidadesLançar nova feature para 5% dos utilizadores
Circuit BreakerInterrupção automática de chamadas externas em caso de falha repetidaParar chamadas a API externa após 3 timeouts
Timeout / QuotaLimitação de tempo ou uso de recursosTimeout de 2s para chamadas internas
Kill SwitchDesligar funcionalidades em caso de incidente ou riscoDesativar envio de notificações após anomalia
Runtime GuardVerificação de pré-condições antes de executar lógica sensívelVerificar se token está assinado antes de usar

🛠️ Como aplicar

  1. Identificar pontos de risco ou controlo dinâmico no código:

    • Chamadas externas, novas funcionalidades, operações críticas;
  2. Aplicar mecanismos de execução condicional, com controlo externo:

    • Variáveis de ambiente, configuração centralizada, painéis de toggles;
  3. Incluir monitorização ativa sobre os efeitos do controlo:

    • Métricas, alertas, logs de ativação/desativação, rastreio de falhas;
  4. Documentar fallback behavior de cada controlo:

    • O que acontece se for ativado/desativado - impacto esperado;
  5. Testar periodicamente os mecanismos de controlo:

    • Simular falhas, incidentes, carga, e validações de rollback.

✅ Boas práticas

  • Usar feature toggles com validade temporal (ex: 30 dias);
  • Documentar a lógica de cada controlo e garantir reversibilidade;
  • Incluir runtime guards para dados críticos (ex: validação antes de executar);
  • Tratar circuit breakers como medidas de segurança, não só de resiliência;
  • Garantir que toggles e switches são auditáveis e versionados;
  • Preferir configuração centralizada e segura (ex: HashiCorp Consul, AWS AppConfig);
  • Validar se o código executado condiz com o ambiente (ex: staging ≠ produção).

📎 Referências cruzadas

Documento / CapítuloRelação com este tema
Cap. 07 - CI/CD SeguroValidação de ambientes e execução por pipeline
Cap. 10 - Testes de SegurançaTestes funcionais a toggles, guards e fallbacks
Cap. 12 - Monitorização e AlertasObservabilidade de runtime e resposta a falhas
SLSA L3/L4Execução verificada, ambientes controlados
NIST SSDF PR.AC-3Controlo de execução autorizado

🔐 O controlo de execução em runtime é um elemento crítico de segurança operacional, permitindo prevenir, conter ou mitigar o impacto de alterações sem requerer novo deploy - essencial para ambientes de alta criticidade e disponibilidade.