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Papéis e Responsabilidades Organizacionais

Estrutura e âmbito​

O SbD-ToE define 17 papéis organizacionais com responsabilidades específicas ligadas aos capítulos técnicos e às obrigações regulatórias (NIS2, DORA, GDPR). Cada papel é documentado com User Stories mapeadas aos capítulos onde intervêm.

Um papel é um conjunto de responsabilidades, não uma pessoa. Uma pessoa pode acumular papéis; as únicas restrições sobre quem os acumula são as incompatibilidades (por exemplo, quem escreve uma alteração não a aprova, e quem pede uma exceção não a aprova). A lista formal — papéis, aliases, especializações, compostos e incompatibilidades — é mantida como dado nesta pasta (_roles.yaml) e é a fonte que o grafo de conhecimento lê.

Princípios de Atribuição​

Atividades Existentes, Formalizadas​

As atividades prescritas no SbD-ToE formalizam processos que já existem:

  • Correcção de vulnerabilidades → papel Developer
  • Validação de critérios de segurança → papel QA
  • Priorização de requisitos de segurança → papel Product Owner
  • Pipelines com controlos de segurança → papel DevOps

O manual tipifica estas atividades para rastreabilidade e conformidade regulatória.

Flexibilidade Estrutural​

A atribuição de papéis varia por organização. Múltiplos papéis podem concentrar-se numa pessoa, ou distribuir-se por equipas especializadas. O SbD-ToE exige execução das atividades; não prescreve estrutura organizacional.


Os 17 Roles​

📋 Roles Cobertos​

Cada role tem o seu próprio documento detalhado com:

  • Descrição do papel e responsabilidades gerais
  • Atividades específicas por capítulo do manual
  • Enquadramento regulatório (NIS2, DORA, GDPR, AI Act)
  • Referências aos lifecycles onde essas atividades são detalhadas

Roles técnicos:

Roles de produto e gestão:

Roles de segurança e governance:

Outros domínios da organização (o Manual diz o que tem de existir, não como trabalham):

Terceiros:

Cada Papel Inclui​

  • Responsabilidade primária e âmbito de atuação
  • Enquadramento regulatório (NIS2, DORA, GDPR, ISO, NIST)
  • User Stories por capítulo
  • Links aos capítulos técnicos
  • Métricas de cobertura

Nota: funções compostas (operacionais, não canónicas)​

Em organizações com adopção significativa de agentes AI com tool-use no SDLC (níveis de autonomia A2+, ver Cap. 02), surge naturalmente a necessidade de operar o risco específico desses agentes — mandates, intent events, kill-switches, telemetria agentic, prompt injection em produção, drift de provider.

Não se cria um papel canónico novo para isto. Em vez disso, reconhece-se uma função composta — informalmente chamada "AI Reliability Engineer" — que combina, com proporções variáveis consoante a organização, três dos papéis já definidos:

  • AppSec Engineer — threat modeling agentic, validação de mandates, revisão de intent events, resposta a off-policy actions
  • DevOps / SRE — provisionamento de workload identity para agentes, kill-switch operacional, sinks de telemetria, exercício do kill-switch
  • GRC / Compliance — conformidade regulatória dos mandates (AI Act, RGPD), aprovação A3/A4, auditoria periódica do registo

A função opera sob mandate explícito do CISO (ou equivalente) que delimita o que esta função pode decidir sem escalar, e mantém os papéis canónicos inalterados — preserva a estabilidade da ontologia SbD-ToE e a sua compatibilidade com o que já foi escrito no manual e nos artigos académicos que citam estes papéis.

🧭 Em uma frase: organizações maduras em agentes precisam desta função; o manual não precisa de a tipificar como papel novo. Combina-se a partir dos papéis canónicos.