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Validação de Requisitos de Segurança

A validação é o mecanismo que converte requisitos definidos em garantia observável. Não basta que um requisito exista no catálogo - é necessário confirmar que foi implementado, que funciona conforme esperado e que existe evidência auditável disso. Este documento prescreve como fazê-lo de forma sistemática, proporcional ao risco e integrada no ciclo de desenvolvimento.


1) Princípios orientadores​

A validação de requisitos de segurança deve ser:

  • Sistemática - associada a momentos bem definidos do ciclo de vida, não ad-hoc;
  • Proporcional ao risco - requisitos de maior criticidade exigem validação mais profunda e independente;
  • Rastreável - cada validação produz ligação explícita entre requisito, método, resultado e evidência;
  • Repetível - automatizável ou documentada com suficiente detalhe para replicação;
  • Independente - sempre que possível, realizada por alguém fora da linha de implementação directa.

2) Métodos de validação​

A escolha do método depende do tipo de requisito e da fase em que é aplicado. Os métodos não são mutuamente exclusivos - para requisitos críticos, a combinação de dois ou mais é a abordagem correcta.

Análise Estática (SAST)​

Aplica-se a requisitos que se traduzem em padrões de código, configurações ou estruturas previsíveis. Deve ser executada durante o desenvolvimento e no pipeline de build, e deve verificar:

  • Presença de validações de entrada;
  • Uso de bibliotecas e algoritmos criptográficos aprovados;
  • Ausência de segredos hardcoded;
  • Controlo de fluxo de autenticação e autorização.

Os resultados devem ser correlacionados com os identificadores de requisitos do projecto (SEC-Lx-*).

Análise Dinâmica (DAST)​

Aplica-se a requisitos que se manifestam no comportamento em execução. Deve ser usada em ambiente de teste ou pré-produção. Permite validar:

  • Exposição de endpoints e cabeçalhos de segurança;
  • Comportamento perante entradas maliciosas;
  • Ausência de erros ou divulgações indevidas;
  • Resposta a falhas de autenticação ou autorização mal configurada.

Testes funcionais de segurança​

Complementam a análise dinâmica com verificação explícita dos critérios de aceitação de cada requisito. Devem incluir:

  • Verificação do comportamento esperado (caso positivo);
  • Tentativa de contornar o controlo (caso negativo);
  • Cobertura de casos-limite, restrições e falhas previstas.

Revisão técnica estruturada​

Realizada por analistas, arquitectos ou elementos de segurança. Adequada para requisitos cujo controlo é distribuído ou implícito - segregação lógica, dependências externas, controlo de sessão transversal. Deve ocorrer após marcos relevantes: release candidate, pull request crítico, auditoria interna.

Validação contínua em CI/CD​

Requisitos críticos devem estar ligados a mecanismos de bloqueio no pipeline:

  • Avaliações automáticas de código e configuração;
  • Rejeição de builds que violem critérios mínimos (ausência de MFA, logging, segredos expostos);
  • Revalidação com cada alteração de risco (nova funcionalidade, nova integração).

3) Quando validar​

Fase SDLCObjectivo da validaçãoMétodo primário
Planeamento e definiçãoConfirmação da aplicabilidade dos requisitosAnálise técnica + validação manual
DesenvolvimentoDetecção precoce de incumprimentoSAST + revisão de código
TestesVerificação do comportamento previstoTestes funcionais + DAST
Pré-release / entregaValidação de conformidade totalValidação cruzada + CI/CD gates
Produção / operaçãoMonitorização contínua de requisitos activosRevalidação, logging, alertas

4) Plano de validação por domínio​

Para cada requisito do catálogo canónico são indicados: a tag operacional de referência, o nível mínimo de aplicação, o método de validação recomendado e a evidência esperada.

Nota: A tag operacional usa SEC-Lx-* com Lx substituído pelo nível efectivo do projecto. Exemplo: SEC-Lx-AUT-MFA → SEC-L2-AUT-MFA num projecto L2.


AUT - Autenticação e Identidade​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
AUT-001SEC-Lx-AUT-MFAL2+Tentar login sem segundo factor. Confirmar rejeição e logs de falha. Confirmar que os factores aceites são os do requisito. Em L3, tentar o login de uma conta de administração sem WebAuthn/FIDO2 e confirmar a rejeição.Log de autenticação falhada sem MFA. Captura do bloqueio. Configuração dos factores aceites. Em L3, log da rejeição do administrador sem factor resistente a phishing.
AUT-002SEC-Lx-AUT-PWDL1+Rever política activa. Tentar definir password inválida. Confirmar rejeição.Política documentada. Log de erro ou rejeição.
AUT-003SEC-Lx-AUT-BRUTEL1+Simular tentativas repetidas falhadas. Confirmar bloqueio, CAPTCHA ou atraso progressivo.Log com contagem de falhas. Evidência de bloqueio ou atraso.
AUT-004SEC-Lx-AUT-LOGOUTL1+Efectuar logout. Tentar reutilizar sessão ou token. Confirmar rejeição.Log de sessão revogada. Erro de autenticação na reutilização.
AUT-005SEC-Lx-AUT-IDLEL1+Simular inactividade pelo período configurado. Confirmar expiração e redirect.Log de timeout. Captura de expiração automática.
AUT-006SEC-Lx-AUT-CREDL1+Validar hashing com salt. Verificar ausência de credenciais em claro em armazenamento e transmissão.Output de configuração. Resultado de scan. Ausência em repositório.
AUT-007SEC-Lx-AUT-FEDL2+Simular login federado via SAML/OIDC. Confirmar fluxo completo e logging.Log de autenticação via IdP externo. Captura de login bem-sucedido.
AUT-008SEC-Lx-AUT-STEPUPL2+Simular acção sensível. Confirmar exigência de factor adicional.Captura de step-up. Log associado à acção crítica.
AUT-009SEC-Lx-AUT-CHANGEL1+Tentar alterar credenciais sem reautenticação. Confirmar bloqueio.Log da tentativa bloqueada. Evidência de verificação da sessão activa.
AUT-010SEC-Lx-AUT-ALERTL2+Simular login anómalo. Confirmar notificação ao utilizador e registo.Exemplo de notificação enviada. Log do evento crítico detectado.
AUT-011SEC-Lx-AUT-DEFAULTL1+Verificar que não existem contas nem credenciais por defeito activas na aplicação e nos componentes em produção. Confirmar alteração da credencial inicial no primeiro uso.Inventário de contas sem credenciais por defeito. Evidência do fluxo de primeiro acesso.
AUT-012SEC-Lx-AUT-WEBAUTHNL1+ (se aplicável)Repetir uma asserção já usada, enviar uma asserção com origem ou identificador da relying party alheios e outra com assinatura inválida, e confirmar a rejeição de todas. Com verificação do utilizador exigida, enviar uma asserção sem ela e confirmar a rejeição. Confirmar que o servidor não recebe nem guarda dados biométricos.Logs das asserções rejeitadas, por motivo. Configuração da biblioteca WebAuthn. Esquema de dados da credencial (só chave pública, identificador e contador).
AUT-013SEC-Lx-AUT-RECOVERYL1+Pedir uma recuperação e confirmar um token de uso único e expirável, resposta idêntica para contas inexistentes e notificação ao utilizador. Em L2+, simular a perda do segundo factor e confirmar que o e-mail sozinho não basta; revogar um autenticador e confirmar que as sessões associadas terminam e que ele deixa de autenticar.Log da recuperação e notificação enviada. Captura da lista de autenticadores e da revogação. Log das sessões terminadas e da asserção rejeitada depois da revogação.

ACC - Controlo de Acesso​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
ACC-001SEC-Lx-ACC-RBACL1+Testar acesso com role de privilégio reduzido a recurso restrito. Confirmar rejeição.Log de rejeição. Mapeamento de roles documentado.
ACC-002SEC-Lx-ACC-PRIVL1+Auditar permissões de contas de utilizador e serviço. Confirmar ausência de privilégios desnecessários.Relatório de auditoria de permissões.
ACC-003SEC-Lx-ACC-BLOCKL1+Tentar acesso não autorizado. Confirmar bloqueio e registo com contexto suficiente.Log de rejeição com dados de contexto.
ACC-004SEC-Lx-ACC-SEPL1+Verificar separação efectiva de perfis. Confirmar que acções de cada perfil são rastreáveis.Logs com perfil identificado. Teste cruzado de perfis.
ACC-005SEC-Lx-ACC-APIL1+Testar endpoints sem autenticação/autorização. Confirmar rejeição com código adequado.Log de rejeição. Testes automatizados de endpoints.
ACC-006SEC-Lx-ACC-DATAL1+Tentar acesso a dados críticos com role não autorizado. Confirmar bloqueio e log.Evidência de controlo efectivo. Log do evento.
ACC-007SEC-Lx-ACC-MODELL2+Verificar existência de modelo de permissões revisto e documentado.Documentação do modelo. Registo de revisão datada.
ACC-008SEC-Lx-ACC-REVOKEL1+Revogar acesso. Testar imediatamente após revogação. Confirmar falha.Log de tentativa falhada após revogação. Timestamp de revogação.
ACC-009SEC-Lx-ACC-ABACL3Testar decisão de acesso com atributos distintos. Confirmar aplicação de política dinâmica.Logs com avaliação de atributos. Teste com variação de contexto.
ACC-010SEC-Lx-ACC-REVIEWL1+Verificar existência de processo de revisão periódica. Confirmar remoção de permissões obsoletas.Registos de revisão datados. Evidência de limpeza de permissões.

LOG - Registo e Monitorização​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
LOG-001SEC-Lx-LOG-EVENTSL1+Rever configuração de logging. Confirmar cobertura de acessos, alterações e falhas críticas.Logs auditáveis com eventos mapeados por tipo e contexto.
LOG-002SEC-Lx-LOG-ATTRSL1+Analisar estrutura de logs. Confirmar presença de quem, quando, o quê e onde em cada entrada.Amostras de log com todos os atributos obrigatórios.
LOG-003SEC-Lx-LOG-INTEGL1+Tentar alterar log em disco. Verificar mecanismos de protecção (hash, write-once, syslog remoto).Evidência de WORM, syslog remoto ou mecanismo de detecção de tamper.
LOG-004SEC-Lx-LOG-REVIEWL2+Confirmar existência de processo de análise periódica documentado e executado.Registo de análise datado. Procedimento documentado.
LOG-005SEC-Lx-LOG-RETAINL1+Verificar período de retenção efectivo contra política definida.Configuração de retenção. Evidência de logs no período exigido.
LOG-006SEC-Lx-LOG-CENTRALL2+Confirmar envio para agregador central. Verificar configuração de forwarding.Visualização centralizada com logs por aplicação.
LOG-007SEC-Lx-LOG-ALERTL2+Gerar evento anómalo. Confirmar disparo de alerta com threshold e canal configurados.Log do alerta disparado com timestamp e detalhe.
LOG-008SEC-Lx-LOG-FAILL2+Desactivar ou bloquear o sistema de logging. Confirmar que falha é detectada e alertada.Alerta de falha de logging. Log da detecção.
LOG-009SEC-Lx-LOG-IRL2+Simular incidente ou revisão forense. Confirmar que logs têm detalhe suficiente para reconstrução.Capacidade demonstrada de reconstrução de timeline de evento.
LOG-010SEC-Lx-LOG-BIZL3Verificar registo de eventos críticos de negócio (transacções, autorizações de alto impacto).Logs com eventos de negócio identificados e rastreáveis.

SES - Sessões e Estado​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
SES-001SEC-Lx-SES-IDLEL1+Simular inactividade pelo período configurado. Confirmar expiração e redirect.Log de timeout. Captura de sessão terminada.
SES-002SEC-Lx-SES-LOGOUTL1+Efectuar logout. Tentar reutilizar token. Alterar password e tentar usar token anterior.Erro de autenticação na reutilização. Log de invalidação.
SES-003SEC-Lx-SES-ENTROPYL1+Analisar tokens gerados. Confirmar entropia adequada e ausência de padrão previsível.Análise de tokens. Ausência de previsibilidade demonstrada.
SES-004SEC-Lx-SES-TLSL1+Interceptar tráfego com proxy. Confirmar que tokens apenas transitam por TLS. Verificar flags de cookies.Headers de resposta. Flags Secure e HttpOnly confirmados.
SES-005SEC-Lx-SES-BINDL2+Alterar IP ou user-agent durante sessão activa. Confirmar terminação ou exigência de revalidação.Log de terminação de sessão por mudança de contexto.
SES-006SEC-Lx-SES-REVOKEL1+Revogar sessão via interface de gestão. Testar imediatamente após revogação.Erro de autenticação imediato. Log de revogação explícita.
SES-007SEC-Lx-SES-TTLL2+Verificar TTL máximo configurado. Tentar manter sessão para além do limite.Configuração de TTL. Evidência de expiração forçada.
SES-008SEC-Lx-SES-JWTL2+Inspecionar JWTs. Confirmar claims de âmbito e expiração. Testar token após revogação.JWT decoded com claims correctos. Falha após revogação.

VAL - Validação de Dados​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
VAL-001SEC-Lx-VAL-INPUTL1+Rever código de validação. Enviar inputs inválidos (tipo, tamanho, formato). Confirmar rejeição.Testes de input inválido. Código com validações. Logs de rejeição.
VAL-002SEC-Lx-VAL-WLISTL1+Tentar enviar valores fora da lista permitida. Confirmar rejeição e ausência de tratamento implícito.Código com whitelist explícita. Testes com valores não previstos.
VAL-003SEC-Lx-VAL-SCHEMAL2+Enviar payloads malformados ou com campos em falta. Confirmar rejeição automática.Rejeições consistentes. Testes de contrato.
VAL-004SEC-Lx-VAL-SQLIL1+Rever uso de prepared statements. Executar SAST e testes de injecção SQL.Relatórios de scanner. Ausência de concatenação em queries.
VAL-005SEC-Lx-VAL-PREUSEL1+Rastrear caminhos entre input layer e lógica de negócio/persistência. Confirmar que validação precede uso interno; identificar caminhos não validados.Análise de fluxo de dados com pontos de validação evidenciados. Code review confirma ausência de caminhos não validados.
VAL-006SEC-Lx-VAL-SAFEL1+Forçar erro de validação. Confirmar que mensagem ao cliente não expõe lógica interna.Mensagens de erro genéricas. Ausência de detalhe técnico no cliente.
VAL-007SEC-Lx-VAL-AUTOL2+Executar testes automatizados com payloads maliciosos (XSS, SQLi, path traversal).Relatórios de execução. Cobertura de casos documentada.
VAL-008SEC-Lx-VAL-XSSL1+Testar output em superfícies renderizadas (HTML, atributo, JS, SQL via prepared statements, shell, logs). Confirmar encoding contextual correcto.Testes com payloads XSS/SQLi/log injection. Encoding observável conforme contexto de renderização.

Nota editorial: VAL-005 cobre validação pré-uso de dados (caminho input → lógica/persistência; anchor ACO-IVF-004); VAL-008 cobre codificação de output em renderização (anchor ACO-IVF-008). Os controlos são complementares — entrada e saída.


ERR - Gestão de Erros​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
ERR-001SEC-Lx-ERR-LEAKL1+Provocar erros intencionais. Confirmar que cliente recebe mensagem abstrata sem dados internos.Resposta genérica ao cliente. Log interno detalhado separado.
ERR-002SEC-Lx-ERR-MSGL1+Verificar todas as superfícies de erro. Confirmar ausência de stack trace ou informação técnica.Captura de mensagens de erro em diferentes cenários.
ERR-003SEC-Lx-ERR-ENUML1+Testar recursos existentes e inexistentes. Confirmar respostas de erro idênticas (sem enumeração).Respostas iguais para recursos existentes e inexistentes.
ERR-004SEC-Lx-ERR-I18NL1+Verificar mensagens em diferentes locales. Confirmar ausência de conteúdo executável.Mensagens traduzidas sem referências técnicas ou executáveis.
ERR-005SEC-Lx-ERR-CENTRALL2+Rever arquitectura de tratamento de erros. Confirmar centralização.Código com handler centralizado. Ausência de tratamento ad-hoc disperso.
ERR-006SEC-Lx-ERR-TESTL2+Executar testes automáticos de cenários de erro. Confirmar que erros são tratados sem fuga.Cobertura de testes de erro. Relatório de execução.
ERR-007SEC-Lx-ERR-LOGL2+Rever logs de erro. Confirmar ausência de dados pessoais, tokens ou credenciais.Logs sem dados sensíveis. IDs contextuais pseudonimizados.

CFG - Configuração Segura​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
CFG-001SEC-Lx-CFG-DEBUGL1+Tentar aceder a endpoints de debug, tracing ou interfaces admin. Confirmar desactivação ou protecção.Resposta 403/404 ou exigência de autenticação.
CFG-002SEC-Lx-CFG-ENVL1+Verificar separação de ambientes. Confirmar que deploys e testes só ocorrem em ambientes segregados.Logs com ambiente identificado. Confirmação de segregação.
CFG-003SEC-Lx-CFG-HARDL1+Executar scan de segredos no repositório e no código. Confirmar ausência de hardcoded secrets.Relatório de scan limpo. Ausência de segredos no histórico.
CFG-004SEC-Lx-CFG-EXTL1+Verificar que configuração é externa ao código. Confirmar permissões restritivas no repositório de configuração.Configuração externa e versionada. Permissões auditadas.
CFG-005SEC-Lx-CFG-STARTL2+Remover parâmetro obrigatório. Confirmar que arranque falha com erro explícito.Log de falha de arranque com causa identificada.
CFG-006SEC-Lx-CFG-VAULTL2+Rever gestão de segredos. Confirmar uso de cofre e ausência local.Configuração do cofre. Políticas de acesso. Ausência de segredos locais.
CFG-007SEC-Lx-CFG-DRIFTL3Alterar configuração crítica fora do processo normal. Confirmar detecção e alerta.Alerta de drift. Log de alteração inesperada.

API - Segurança de APIs​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
API-001SEC-Lx-API-AUTHL1+Testar endpoints sem credenciais. Confirmar rejeição 401/403.Logs de rejeição. Testes automatizados de endpoints.
API-002SEC-Lx-API-EXPOSEL1+Inventariar endpoints expostos em produção. Confirmar ausência de debug ou legacy.Inventário de endpoints activos. Ausência de endpoints não intencionais.
API-003SEC-Lx-API-INPUTL1+Enviar payloads inválidos. Confirmar rejeição com código adequado.Logs de rejeição. Testes com payloads malformados.
API-004SEC-Lx-API-RATEL2+Executar burst de chamadas. Confirmar resposta 429 ou bloqueio temporário.Evidência de rate limiting em runtime ou logs.
API-005SEC-Lx-API-TLSL1+Verificar certificados e versão TLS. Confirmar cabeçalhos de segurança activos.Scanner TLS. Headers de resposta.
API-006SEC-Lx-API-DEPSL1+Verificar SBOM e dependências documentadas. Confirmar auditoria de vulnerabilidades conhecidas.SBOM. Relatório de auditoria de dependências.
API-007SEC-Lx-API-LOGL2+Verificar logs de chamadas externas. Confirmar presença de dados essenciais.Logs com origem, destino, resultado e timestamp.

INT - Mensagens e Integrações​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
INT-001SEC-Lx-INT-VALL1+Enviar mensagem malformada a integração. Confirmar rejeição ou tratamento controlado.Evidência de rejeição. Sem processamento cego de mensagens inválidas.
INT-002SEC-Lx-INT-AUTHL1+Testar integração sem token ou com token inválido. Confirmar rejeição.Log de rejeição. Teste de token expirado.
INT-003SEC-Lx-INT-TLSL1+Interceptar tráfego entre sistemas. Confirmar cifra TLS activa. Verificar versões suportadas.Scanner de TLS. Logs de conexão cifrada.
INT-004SEC-Lx-INT-PROTOL1+Tentar comunicação por protocolo inseguro. Confirmar rejeição ou redirect.Erro ou redirect para protocolo seguro. Log de rejeição.
INT-005SEC-Lx-INT-SIGNL2+Enviar mensagem com assinatura inválida ou em falta. Confirmar rejeição e log.Evidência de verificação de integridade. Log de falha de validação.
INT-006SEC-Lx-INT-ORIGINL2+Enviar mensagem de origem não autorizada. Confirmar rejeição.Log de rejeição com origem identificada. Lista de origens autorizadas.
INT-007SEC-Lx-INT-ANOMALYL3Simular padrão de comunicação anómalo. Confirmar alerta.Alerta disparado. Log com contexto do padrão detectado.
INT-008SEC-Lx-INT-REVIEWL3Verificar documentação de integrações e cláusulas de segurança nos contratos.Documentação de integração. Cláusulas contratuais de segurança.

REQ - Definição de Requisitos​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
REQ-001SEC-Lx-REQ-INCL1+Verificar existência de requisitos de segurança em backlog/documentação.Requisitos marcados e rastreáveis no backlog.
REQ-002SEC-Lx-REQ-REVL1+Verificar existência de processo de revisão executado e documentado.Registo de revisão com responsável identificado.
REQ-003SEC-Lx-REQ-RISKL1+Confirmar mapeamento entre requisitos e nível de criticidade.Matriz de aplicabilidade actualizada.
REQ-004SEC-Lx-REQ-VERL1+Verificar histórico de alterações ao catálogo do projecto.Controlo de versões activo. Histórico disponível.
REQ-005SEC-Lx-REQ-TML2+Confirmar que alterações relevantes desencadeiam revisão de threat model.Registo de decisão associado à alteração.
REQ-006SEC-Lx-REQ-TRACEL2+Verificar rastreabilidade requisito → ameaça → teste.Matriz ou ferramenta com ligações explícitas.
REQ-007SEC-Lx-REQ-ITERL2+Confirmar existência de ciclos de revisão com equipas.Registos de revisão iterativa datados.

DST - Distribuição de Artefactos​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
DST-001SEC-Lx-DST-REPOL1+Testar acesso a repositório sem autenticação. Confirmar rejeição e logs activos.Rejeição de acesso anónimo. Logs de acesso.
DST-002SEC-Lx-DST-PUBL2+Verificar processo de aprovação para publicação pública. Confirmar documentação.Registo de aprovação. Documentação do processo.
DST-003SEC-Lx-DST-SIGNL2+Verificar assinatura ou checksum dos artefactos. Confirmar verificação automatizada.Artefactos assinados. Script ou pipeline de verificação.
DST-004SEC-Lx-DST-SBOML2+Confirmar geração e anexação de SBOM por release.SBOM disponível e rastreável por versão.
DST-005SEC-Lx-DST-ACCESSL2+Verificar que apenas utilizadores e automações autorizados acedem a artefactos de produção.Políticas de acesso. Auditoria de permissões.
DST-006SEC-Lx-DST-PIPEL2+Tentar deploy manual em produção. Confirmar bloqueio.Evidência de pipeline como único caminho de deploy.
DST-007SEC-Lx-DST-REVOKEL1+Verificar processo de remoção e notificação para artefactos comprometidos.Registo de revogação. Evidência de notificação.

IDE - Ferramentas de Desenvolvimento​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
IDE-001SEC-Lx-IDE-AUTHL1+Verificar lista de ferramentas e IDEs autorizadas e se está actualizada.Lista mantida. Evidência de aprovação das ferramentas em uso.
IDE-002SEC-Lx-IDE-UPDL1+Verificar versões de IDEs e ferramentas em uso. Confirmar actualizações aplicadas.Histórico de actualizações. Versões actuais documentadas.
IDE-003SEC-Lx-IDE-GENL2+Rever amostras de código gerado. Confirmar existência de processo de revisão antes de integração.Evidência de revisão de código gerado. Pull request com revisão documentada.
IDE-004SEC-Lx-IDE-EXTL1+Verificar lista de extensões instaladas. Confirmar que são de fontes reconhecidas.Lista de extensões com origem documentada.
IDE-005SEC-Lx-IDE-PERML2+Verificar permissões concedidas a extensões. Confirmar que apenas as necessárias estão activas.Permissões revistas. Execução sandboxed confirmada.
IDE-006SEC-Lx-IDE-LOCALL2+Verificar controlo sobre uso de ambientes locais. Confirmar existência de logs ou proxy quando aplicável.Política de uso de ambientes locais. Logs de rede ou proxy.

PRI - Dados Pessoais (engenharia)​

IDTag operacionalNívelMétodo de validaçãoEvidência esperada
PRI-001SEC-Lx-PRI-MINL1+Comparar os campos de dados pessoais recolhidos com o registo de finalidades. Confirmar que não há campos sem finalidade.Lista de campos com finalidade associada.
PRI-002SEC-Lx-PRI-RETAINL1+Verificar prazos definidos e amostrar registos acima do prazo, incluindo réplicas e sistemas a jusante. Confirmar o prazo declarado para as cópias de segurança.Configuração de retenção. Evidência de apagamento ou anonimização por amostragem.
PRI-003SEC-Lx-PRI-RIGHTSL1+Executar exportação, rectificação e apagamento para um titular de teste. Confirmar formato de leitura automática, propagação a jusante e verificação de identidade em pedidos fora do canal autenticado.Ficheiro exportado. Registo das execuções. Evidência de propagação.
PRI-004SEC-Lx-PRI-INVENTORYL2+Rever o inventário. Confirmar finalidade, sistema e destinatários por conjunto de dados, e o registo de alterações.Inventário actualizado com histórico de alterações.
PRI-005SEC-Lx-PRI-LOGPIIL2+Rever o conceito de PII em registos e amostrar logs. Nos registos imutáveis, confirmar pseudónimos e chaves por titular.Conceito documentado. Amostras de log conformes.
PRI-006SEC-Lx-PRI-CONSENTL1+Dar e retirar consentimento (ou opor-se) com um titular de teste. Confirmar registo auditável, esforço equivalente, efeito nos tratamentos dependentes e persistência após sincronização.Registo de consentimento com versão do texto. Evidência do efeito da retirada.
PRI-007SEC-Lx-PRI-DEFAULTL1+Criar uma conta nova e verificar as definições iniciais de partilha, visibilidade e tratamento opcional.Captura ou teste automatizado das definições por defeito.

5) Resultados esperados da validação​

Cada requisito validado deve produzir:

  • Evidência de execução - relatório, log, artefacto de validação, captura de ecrã;
  • Resultado - conforme / não conforme / parcial, com contexto suficiente para decisão;
  • Ligação ao identificador - tag operacional do projecto (SEC-L2-AUT-MFA) e ID canónico (AUT-001);
  • Medida correctiva, quando aplicável - acção, responsável, prazo.

6) Melhoria contínua​

A validação deve ser incorporada num ciclo de melhoria contínua, com os métodos:

  • Revistos com base em incidentes ou findings reais - um finding recorrente indica lacuna no método, não apenas no controlo;
  • Actualizados com novas técnicas ou alterações ao catálogo;
  • Automatizados sempre que possível, para garantir cobertura consistente e escalável;
  • Monitorizados com indicadores - percentagem de requisitos validados por release, tempo médio de detecção de não conformidade.

Referências cruzadas​

DocumentoRelação
Catálogo Base de RequisitosDefine os requisitos e critérios de aceitação a validar
Taxonomia e RastreabilidadeDefine IDs canónicos e tags operacionais usadas neste documento
Matriz de Controlos por RiscoIndica aplicabilidade por domínio e nível de risco
Rastreabilidade e ControlosModelo de matriz risco → requisito → controlo → evidência
Gestão de ExcepçõesProcesso para requisitos que não podem ser validados ou cumpridos