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🏛️ Políticas Organizacionais - Testes de Segurança

A aplicação eficaz do Capítulo 10 - Testes de Segurança exige que existam políticas organizacionais formais que definam:

  • O que testar, quando testar e como validar a segurança das aplicações;
  • Os níveis mínimos exigidos de cobertura e proporcionalidade por criticidade (L1–L2–L3);
  • A gestão de findings, exceções, revalidações e mecanismos de rastreabilidade;
  • A execução periódica de testes ofensivos (PenTesting) como reforço e validação complementar a mecanismos automatizados.

📌 Nota fundamental

⚠️ A validação de segurança eficaz não depende apenas de ferramentas - depende de políticas claras que estabeleçam critérios, responsabilidades e controlo contínuo.

Estas políticas:

  • Formalizam os requisitos mínimos de validação por tipo de aplicação e risco;
  • Definem critérios de aprovação e rejeição de releases com base em segurança;
  • Obrigam à rastreabilidade entre findings, exceções, decisões e releases;
  • Estabelecem o uso de validação ofensiva manual (PenTesting) como reforço complementar onde aplicável;
  • Facilitam auditorias externas, conformidade normativa e melhoria contínua.

🧩 Este capítulo executa e operacionaliza políticas organizacionais relativas à validação contínua e testes de segurança.


🧾 Políticas recomendadas

Nome da PolíticaObrigatória?AplicaçãoResumo do conteúdo necessário
Política de Validação de Segurança Aplicacional✅ SimTodas as aplicações com entrega contínuaTipos de testes exigidos (SAST, DAST, fuzzing), níveis mínimos por criticidade, ferramentas aprovadas.
Política de Gestão de Findings de Segurança✅ SimTodos os produtos com scanner ativoProcesso de triagem, classificação, priorização, tracking, ownership e reporte de findings.
Política de Exceções a Vulnerabilidades Identificadas✅ SimQuando um finding não é corrigidoJustificação técnica, prazo de validade, revisão periódica, mitigação compensatória.
Política de Execução de PenTesting Ofensivo⚠️ OpcionalAplicações L2/L3, APIs externas, produtos críticosPeriodicidade definida (ex: semestral), âmbito, metodologia, objetivos (black-box/grey-box), reporte e follow-up obrigatório.
Política de Cobertura de Testes de Segurança⚠️ OpcionalAplicações críticas (L2–L3)Definição de métricas de cobertura esperada, fuzzing dirigido, teste de regressões.
Política de Integração de Testes com Ciclo de Vida⚠️ OpcionalEquipas com integração DevSecOpsDefinição de critérios BDD, integração com pipelines, PRs, e processos de release.
Política de Revalidação e Observabilidade de Testes⚠️ OpcionalAmbientes com requisitos de auditoriaRevalidação de findings, logging dos testes, análise de falhas de execução.

📋 Estrutura sugerida de cada política

Cada política deve incluir, pelo menos:

  • Objetivo e âmbito (ex: validação de segurança por tipo de aplicação ou contexto);
  • Critérios obrigatórios por nível de criticidade (L1–L3);
  • Requisitos técnicos por tipo de teste (ex: ferramentas permitidas, formatos, thresholds, âmbitos);
  • Papéis e responsabilidades (ex: QA, AppSec, produto, equipa Dev, equipa Red Team ou externa);
  • Formato de evidência exigida (ex: relatórios, logs, dashboards, issues, SBOM);
  • Processos de exceção, follow-up e revalidação periódica;
  • Ciclo de revisão e melhoria da política.

✅ Recomendações finais

  • Estas políticas devem ser aprovadas em conjunto pelas áreas de Segurança, Qualidade e Desenvolvimento;
  • Devem ser documentadas, acessíveis e integradas no ciclo de vida de software;
  • A sua aplicação deve ser auditável, baseada em evidência objetiva e alinhada com pipelines automatizados e testes ofensivos planeados;
  • A maturidade da organização em validação de segurança depende não apenas da execução dos testes, mas da existência de critérios formais e consistentes.

📌 Políticas bem definidas são a garantia de que os testes - automáticos ou manuais - têm impacto real, visível e contínuo na segurança da organização.