Pular para o conteúdo principal

🛠️ Decisão e Evidência Arquitetural

Uma arquitetura só é operacionalmente válida quando as suas decisões:

  • são explícitas;
  • têm responsável identificado;
  • produzem evidência verificável;
  • podem ser revistas ou invalidadas.

Diagramas ou descrições isoladas não constituem decisão arquitetural.


1. O que constitui uma decisão arquitetural

Uma decisão arquitetural é qualquer escolha técnica que:

  • afete propriedades de segurança, isolamento ou confiança;
  • introduza ou remova dependências externas;
  • condicione requisitos de segurança ou mitigação de ameaças;
  • seja dispendiosa ou difícil de reverter.

Detalhes puramente locais de implementação não constituem, por si só, decisões arquiteturais.


2. Critérios mínimos de aceitação de uma decisão

Uma decisão arquitetural é considerada válida quando, no mínimo:

  • o contexto e o problema estão claramente descritos;
  • as principais alternativas foram identificadas;
  • a decisão tomada é explícita;
  • os trade-offs aceites estão documentados;
  • existe ligação a ameaças (Cap. 3) e requisitos (Cap. 2);
  • há um responsável identificado pela decisão.

3. Evidência mínima obrigatória

A evidência associada a decisões arquiteturais deve incluir:

  • registo de decisão (ex.: ADR ou equivalente);
  • diagramas arquiteturais versionados;
  • referência à versão do sistema/contexto;
  • ligação a ameaças e requisitos relevantes;
  • data e responsável pela aprovação.

A evidência deve ser:

  • versionada;
  • reproduzível;
  • auditável.

4. Baseline arquitetural

O conjunto de decisões aprovadas constitui a baseline arquitetural do sistema.

A baseline:

  • é válida apenas para o contexto/versionamento aprovado;
  • serve de referência para desenvolvimento, testes e operação;
  • deve ser facilmente identificável e consultável.

5. Invalidação e revisão de decisões

Uma decisão arquitetural deve ser revista ou invalidada quando ocorre:

  • alteração significativa da arquitetura;
  • introdução de novas dependências externas;
  • mudança relevante nos fluxos de dados;
  • reclassificação do nível de risco (L1–L3);
  • identificação de novas ameaças críticas.

Decisões não revistas devem ser consideradas potencialmente inválidas.


6. Integração com outros capítulos

As decisões arquiteturais:

  • materializam mitigação de ameaças identificadas no Cap. 3;
  • justificam requisitos do Cap. 2;
  • condicionam práticas de desenvolvimento, testes e operação.

A ausência de ligação explícita compromete a coerência do modelo SbD-ToE.