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🛠️ Governação de Sistemas Legados e Contextos Não Conformes

Este documento aborda a aplicação proporcional e adaptada do modelo SbD-ToE a sistemas legados, pipelines antigos, contratos pré-existentes ou contextos organizacionais onde o controlo total não é imediato ou viável.


🌟 Objetivo

  • Permitir que projetos legados sejam enquadrados num modelo de governaça estruturado;
  • Garantir visibilidade, rastreabilidade e compensações mesmo quando não é possível aplicar todos os requisitos;
  • Evitar exceções silenciosas que colocam em risco a coerência do modelo SbD-ToE.

🧰 Contextos típicos

  • Aplicações críticas herdadas sem documentação técnica ou owners ativos;
  • Pipelines de CI/CD antigos, operacionais mas fora do controlo da equipa AppSec;
  • Contratos em vigor com fornecedores que não cumprem os requisitos mínimos;
  • Bibliotecas ou módulos partilhados sem revisão de segurança.

🛠️ Abordagem proposta

  1. Identificar e classificar o ativo legado (usando critérios do Cap. 1);

  2. Mapear requisitos aplicáveis, mesmo que não cumpridos;

  3. Analisar viabilidade de aplicação técnica de controlos;

  4. Registar exceções formais, se aplicável, com:

    • Justificação de negócio
    • Riscos reconhecidos
    • Compensações propostas
    • Validade e plano de reavaliação
  5. Incluir o ativo no ciclo de revisão continuada (Cap. 14.6)


📋 Exemplo de registo de governação de legado

CampoValor
SistemaDataBroker interno
Nível de riscoL3
Requisitos não cumpridosREQ-AUD-002, REQ-LOG-003
JustificaçãoSistema core dependente de arquitetura pré-existente
CompensaçõesMonitorização por SIEM externo + controlo de acesso
Ownerjoana.sousa@empresa
Reavaliação agendada6 meses (integração futura com novo projeto)

✅ Recomendações

  • Nunca ignorar ativos legados: tratar como exceção formal com rastreabilidade;
  • Incorporar o ciclo de revisão e melhoria contínua;
  • Monitorizar compensações e documentar desvios de forma transparente;
  • Incluir estes casos nos KPIs de maturidade e governaça.

🔗 Ligações cruzadas

  • Cap. 1 - Classificação de risco
  • Cap. 2 - Requisitos mínimos por risco
  • Cap. 14.1 - Modelo de decisão e exceções
  • Cap. 14.6 - Validação continuada
  • Cap. 08 / 09 - Integração com pipelines e execução isolada