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🎯 Cobertura e Priorização dos Testes de Segurança

🌟 Objetivo

Definir quais componentes, funcionalidades e interfaces devem ser testadas, com que profundidade e frequência, e com que tipo de teste, com base em:

  • Nível de risco e criticidade da aplicação;
  • Frequência de alterações e exposição externa;
  • Histórico de falhas ou findings anteriores;
  • Dependências de segurança de outros sistemas.

Cobertura sem priorização leva a desperdício. Priorização sem cobertura leva a falsas sensações de segurança.


🔍 O que é cobertura e priorização em segurança

Cobertura refere-se à percentagem do sistema que é abrangida pelos testes de segurança - incluindo:

  • Código-fonte;
  • APIs e endpoints;
  • Fluxos funcionais;
  • Integrações e dependências.

Priorização define o que testar primeiro ou com mais intensidade, com base em:

  • Exploração provável;
  • Impacto em caso de falha;
  • Facilidade de teste;
  • Riscos regulatórios ou reputacionais.

💡 Uma matriz de risco x frequência de teste ajuda a operacionalizar a estratégia.


⚙️ Como aplicar

  1. Mapear superfícies de ataque e interfaces expostas (ex: APIs públicas, painéis de gestão);
  2. Classificar áreas por criticidade funcional e impacto de segurança;
  3. Definir frequência mínima de testes por categoria de risco (ex: mensal para L3, semestral para L1);
  4. Assinalar gaps de cobertura (ex: endpoints não testados, código não instrumentado);
  5. Ajustar profundidade de testes conforme o tipo (ex: fuzzing para parsers, DAST para interfaces externas);
  6. Rever mapa de cobertura periodicamente com equipas técnicas e segurança.

✅ Boas práticas

  • Incluir cobertura de segurança nos critérios de qualidade;
  • Rastrear a cobertura real com métricas (ex: % de APIs testadas);
  • Priorizar funcionalidades novas, críticas ou recentemente alteradas;
  • Usar tagging por componente e criticidade nos testes;
  • Avaliar cobertura efetiva dos testes automatizados (não apenas presença);
  • Validar se regressões e findings estão a ser revistos em zonas de maior risco.

📎 Referências cruzadas

DocumentoRelevância estratégica
Capítulo 01 - Gestão de RiscoDefine critérios de classificação e criticidade
Capítulo 02 - RequisitosDefine o que deve ser validado e porquê
01-sast.md a 04-fuzzing.mdTipos de teste aplicáveis a zonas priorizadas
05-validacao-regressao.mdAjuda a definir targets persistentes
08-gestao-findings.mdRelaciona findings com zonas testadas ou não

🧩 A cobertura de testes de segurança não é binária - deve ser contextual, proporcional e orientada ao risco real. Cobrir o que importa é tão vital quanto testar bem.