🛠️ Integração dos Testes de Segurança no Pipeline CI/CD
🌟 Objetivo
Assegurar que os testes de segurança são executados automaticamente e com critérios bem definidos em todos os pipelines de CI/CD relevantes, garantindo:
- Detecção precoce de falhas e bloqueio de builds quando necessário;
- Rastreabilidade entre resultados, artefactos e commits;
- Reforço da cultura de segurança como parte do processo de entrega;
- Cumprimento de requisitos regulatórios e internos sem depender de ações manuais.
A segurança que não está integrada no pipeline é invisível - e portanto, ineficaz.
🔍 O que significa “integrar testes no pipeline”
Integrar testes no pipeline significa automatizar a execução dos testes de segurança como parte do processo de build, validação, release ou deploy. Pode incluir:
- Execução de SAST, SCA, DAST, fuzzing, regressões e linters;
- Geração de SBOMs e análise de cobertura de segurança;
- Validações de findings, thresholds e gates por severidade;
- Produção de artefactos rastreáveis com evidência de validação.
⚙️ Como aplicar
- Mapear estágios do pipeline onde cada tipo de teste deve ocorrer:
- Pré-build (linters, SBOM);
- Build (SAST, SCA);
- Staging (DAST, IAST, fuzzing);
- Release (validação final e regressões);
- Criar jobs específicos para segurança, com output visível e versionado;
- Definir gates e critérios de bloqueio por severidade, tipo de falha ou ausência de validação;
- Incluir metadados nos artefactos de build (ex: commit, ambiente, tool version, hash);
- Garantir isolamento dos ambientes de teste, especialmente para fuzzing e DAST;
- Executar testes de segurança em paralelo, sem impactar tempo total de entrega.
💡 Testes como SAST e regressão podem ser bloqueantes; testes como DAST e fuzzing podem ser informativos em pipelines assíncronos.
✅ Boas práticas
- Criar pipelines dedicados a segurança, quando possível (ex: nightly ou pós-release);
- Manter histórico de execuções e resultados por commit, branch e release;
- Integrar findings com backlog ou sistema de triagem (Jira, Azure Boards);
- Garantir que ferramentas estão versionadas e controladas como dependências;
- Validar a cobertura e frequência real dos testes no pipeline (não apenas presença dos jobs);
- Envolver equipas DevOps na orquestração e manutenção contínua.
📎 Referências cruzadas
| Documento | Relevância estratégica |
|---|---|
| Capítulo 07 - CI/CD Seguro | Condições de execução segura e segregação |
01-sast.md, 02-dast.md | Tipos de teste que devem ser automatizados |
06-cobertura-e-priorizacao.md | Define o quê, quando e como testar no pipeline |
08-gestao-findings.md | Garante tratamento eficaz dos resultados |
| Capítulo 12 - Monitorização | Rastreio de falhas de segurança em runtime |
📦 A integração dos testes no pipeline transforma segurança numa atividade contínua, auditável e verificável - em vez de uma checklist pontual antes da entrega.