Aplicação da Classificação de Criticidade ao Longo do Ciclo de Vida
A correta aplicação da classificação de criticidade (L1–L3) ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento é essencial para garantir que os controlos de segurança são sempre proporcionais ao risco real, efetivamente rastreáveis e revistos de acordo com os eventos e alterações relevantes.
Este capítulo detalha, de forma operacional e prescritiva, quando e como implementar a classificação de criticidade na prática, descrevendo as ações esperadas por cada papel, os artefactos produzidos, e apresentando exemplos de user stories reutilizáveis - sempre de acordo com o nível de risco da aplicação.
🧭 Abrangência e quando aplicar
| Fase / Evento | Ação esperada | Documento de apoio |
|---|---|---|
| 🚧 Início de projeto | Classificar aplicação segundo modelo E+D+I | Modelo de Classificação |
| 🔄 Nova release ou integração | Rever classificação com base em alterações relevantes | Ciclo de Vida do Risco |
| 🛠️ Mudança nos dados, exposição ou automação/assistência | Reclassificar eixos E/D/I conforme impacto; avaliar risco residual | Risco Residual |
| 🧪 Revisão de arquitetura | Aplicar avaliação semiquantitativa e validar controlo aplicado | Avaliação Quantitativa |
| 🚀 Go-live | Validar conformidade com matriz de controlos por risco | Matriz de controlos por Risco |
| ⚠️ Ameaça emergente ou nova CVE | Reavaliar criticidade e cobertura de ameaças | Mapeamento Ameaças por Risco |
| 🗓️ Decurso do tempo (cadência formal) | Revisão periódica time-based da classificação | Ciclo de Vida do Risco |
👥 Quem executa cada ação
| Papel Formal (07-roles) | Responsabilidades em Cap. 01 |
|---|---|
| Developer | Propor classificação inicial; registar alterações E/D/I; atualizar documentação em commits |
| Scrum Master / Team Lead | Facilitar integração da classificação no backlog; remover bloqueios operacionais |
| AppSec Engineer | Validar modelo aplicado; ajustar nível (especialmente em L2/L3); mapear ameaças; parametrizar cadência; aprovar classificações |
| Arquitetos de Software | Rever implicações técnicas de risco, cenários de exposição, impacto em arquitetura |
| Product Owner | Notificado de alterações de nível (especialmente L1→L3); aprovar impacto de negócio de exceções |
| GRC/Compliance | Rastreabilidade normativa; definir TTL/expiração de exceções; consolidar KPIs; auditar decisões |
| QA | Validar cumprimento de requisitos por nível antes do go-live; documentar evidências |
| DevOps / SRE | Aplicar classificação a artefactos técnicos (pipeline/IaC/imagens) nos capítulos 07/08/09 |
| Gestão Executiva / CISO | Aprovar políticas de classificação e aceitação de risco; supervisionar exceções em L3 |
| Auditores | Validar aplicação efetiva de classificações; auditar rastreabilidade; produzir achados |
🛠️ User stories reutilizáveis
US-01 - Classificação inicial da aplicação
Contexto.
A classificação inicial da aplicação é o ponto de entrada para a aplicação proporcional de controlos de segurança (L1–L3). Sem este passo, não é possível garantir rastreabilidade nem proporcionalidade.
História.
Como Developer / Scrum Master / Team Lead, quero classificar a aplicação com base nos eixos Exposição, Dados e Impacto (E+D+I), para garantir a aplicação proporcional de controlos de segurança ao longo de todos os capítulos.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado uma aplicação nova ou em início de projeto
Quando aplico o modelo de classificação E+D+I
Então obtenho uma pontuação por eixo e um nível global L1–L3 definido, validado por AppSec Engineer e documentado
Critérios de aceitação (DoD).
- Modelo de classificação E+D+I aplicado à aplicação
- Nível de criticidade (L1–L3) definido e validado por AppSec Engineer
- Documento de classificação registado e versionado em repositório Git
- Ferramentas de automação/assistência (incl. IA) identificadas e refletidas nos eixos E/D/I
- Controlos mínimos extraídos da matriz de risco e associados à aplicação
- Em L2/L3: Aprovação formal por AppSec Engineer documentada
- Product Owner notificado se classificação for L3
- Se assistida por ferramenta:
- Output de ferramenta (scores E/D/I, raciocínio) anexado
- Justificação narrativa humana clara (por quê E=X, D=Y, I=Z)
- Validação de cada eixo por especialistas (Developer, Arquitetos)
- Aprovação final por AppSec Engineer com registo explícito
- Ferramenta, versão, data documentados
- Referência: addon-11: Validação Assistida por Ferramentas
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
classificacao-aplicacao.yaml- Localização: Reposecurity/ - Ficheiro:
matriz-controlos-aplicada.md- Evidência: Anexo ao PR ou wiki
Proporcionalidade por risco.
| Nível | Obrigatório? | Ajustes |
|---|---|---|
| L1 | Sim | Classificação simplificada, apenas eixos principais |
| L2 | Sim | Classificação completa com validação formal por AppSec Engineer |
| L3 | Sim | Classificação formal, validada e aprovada por AppSec Engineer + GRC/Compliance |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Início | Kick-off / Definição de projeto | Developer + Scrum Master / Team Lead + AppSec Engineer | Antes da primeira release |
| Arquitetura | Revisão de design inicial | Developer + Arquitetos de Software + AppSec Engineer | Antes da aprovação de arquitetura |
Ligações úteis.
US-02 - Aplicação da matriz de controlo
Contexto.
A matriz de controlo define quais os requisitos de segurança aplicáveis em função do nível de risco. Sem mapeamento explícito, há risco de sobreproteção ou underprotection.
História.
Como Developer / Scrum Master / Team Lead, quero aplicar a matriz de controlos e mapear cada requisito para REQ-XXX do Capítulo 02, para garantir que apenas os requisitos necessários são exigidos e rastreáveis.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado uma aplicação já classificada (L1, L2 ou L3)
Quando consulto a matriz de controlos
Então extraio apenas os requisitos correspondentes ao nível atribuído e mapeio cada um para REQ-XXX específico
Critérios de aceitação (DoD).
- Matriz consultada para o nível da aplicação
- Requisitos transformados em cartões/histórias de backlog
- Cada requisito mapeado explicitamente para REQ-XXX do Cap. 02 (ex: REQ-LOG-001, REQ-ARC-003)
- Tabela de rastreamento:
controlo | L1/L2/L3 | REQ-XXX | responsável - Exceções documentadas, aprovadas por AppSec Engineer com justificação técnica
- AppSec Engineer valida mapeamento antes de entrada em backlog
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
matriz-controlos-aplicada.mdcom rastreamento REQ-XXX - Localização: Backlog / Wiki / Repositório de documentação
Proporcionalidade por risco.
| Nível | Obrigatório? | Ajustes |
|---|---|---|
| L1 | Sim | Aplicar controlos mínimos |
| L2 | Sim | Controlos completos com rastreamento obrigatório |
| L3 | Sim | Controlos completos + reforçados + validação por AppSec |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Planeamento | Após classificação | Developer + Scrum Master / Team Lead + AppSec Engineer | Antes de implementação |
Ligações úteis.
US-03 - Revisão por alteração relevante (event-based)
Contexto.
A classificação deve ser revista quando existirem alterações significativas de arquitetura, dados ou exposição. Sem revisão, mudanças lentas podem gerar desalinhamento entre nível e controlos.
História.
Como AppSec Engineer, quero rever a classificação de criticidade sempre que houver alterações relevantes, para garantir adequação contínua dos controlos ao contexto técnico real.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que ocorreu uma alteração significativa (ex: nova API, novo dado sensível, mudança de exposição)
Quando reviso a classificação
Então documento se o nível foi mantido ou alterado, com justificação técnica clara
Critérios de aceitação (DoD).
- Trigger de revisão identificado e documentado
- Documento de classificação atualizado ou revalidado
- Justificação técnica registada (ex: "E aumentou de 1→2 por exposição a API pública")
- Se nível alterou: dispara revisão de matriz (US-02) e mapeamento de ameaças (US-06)
- Product Owner notificado se houver impacto de negócio (especialmente em escalação L1→L3)
- GRC/Compliance registra alteração em auditable trail
- Se assistida por ferramenta detetor:
- Ferramenta & método de deteção documentados
- Trigger técnico validado (falso positivo excluído)
- Contexto de negócio confirmado (alteração realmente relevante)
- Impacto em E/D/I explicado
- Se nível alterou: trilho de escalação documentado
- Referência: addon-11: Validação Assistida por Ferramentas
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
classificacao-revisao.mdou entrada em issue tracker - Conteúdo:
data | trigger | nível_anterior | nível_novo | justificação | responsável - Evidência: commit rastreável com assinatura, issue comentada, ou registo em GRC
Proporcionalidade por risco.
| Nível | Obrigatório? |
|---|---|
| L1 | Sim (por alteração relevante) |
| L2 | Sim |
| L3 | Sim |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Contínuo | Mudança arquitetura, dados ou exposição | AppSec Engineer + Developer + GRC/Compliance + Product Owner | 3 dias úteis após trigger |
Ligações úteis.
US-07 - Revisão Periódica Time-Based da Classificação (Cadência Obrigatória)
Contexto.
Para além dos triggers por alteração, a classificação deve ter cadência periódica fixa. Sem calendário, mudanças lentas (ex: crescimento de dados críticos) ficam não-detetadas.
História.
Como AppSec Engineer, quero rever a classificação com cadência fixa (L1 anual, L2 semestral, L3 trimestral), para garantir que o nível de criticidade e os controlos continuam adequados ao contexto actual.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que existe uma classificação ativa com data de próxima revisão definida
Quando a data de revisão chega
Então executo reavaliação dos eixos E/D/I, documento decisão (manter/alterar) e agenço próxima revisão
Critérios de aceitação (DoD).
- Calendário de revisões definido por nível (L1=12m, L2=6m, L3=3m)
- Ata ou issue de revisão criada, datada e documentada com evidência técnica
- Justificação: "Alterado" (com novo nível e drivers) ou "Mantém-se" (com observações)
- Próxima data de revisão agendada e alertas configurados (em ferramenta GRC se possível)
- Se nível alterado: dispara US-02 (matriz) e US-06 (ameaças)
- Product Owner notificado se houver impacto de negócio (especialmente L1→L3)
- GRC/Compliance registra em audit trail
- Se assistida por ferramenta de análise:
- Ferramenta forneceu re-scoring de E/D/I?
- Comparação: score anterior vs. score novo documentada
- Se discordância (máquina vs. AppSec): trilho de resolução registado
- Validação temporal: revisão de dados, dependências, impacto esperado para próximos 12m
- Referência: addon-11: Validação Assistida por Ferramentas
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
classificacao-revisoes.mdou entrada em ferramenta GRC - Tabela:
data_revisao | nível_anterior | nível_novo | justificação | próxima_data | responsável - Evidência: issue rastreável datada, commit versionado, ou registo auditable
Proporcionalidade (cadência típica).
| Nível | Frequência sugerida | Obrigatório? |
|---|---|---|
| L1 | 12 meses | Recomendado |
| L2 | 6 meses | Obrigatório |
| L3 | 3 meses (ou por sprint) | Obrigatório |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Operações + Governação | Calendário time-based + Eventos críticos | AppSec Engineer + GRC/Compliance + Product Owner | Conclusão em 5 dias úteis da data de revisão |
Ligações úteis.
US-04 - Análise de risco residual
Contexto.
Mesmo após aplicação da matriz, podem permanecer riscos residuais que devem ser documentados, quantificados e aprovados formalmente. Sem análise residual, exceções ficam sem justificação técnica clara.
História.
Como GRC/Compliance, quero registar o risco residual após aplicar os controlos definidos, para fundamentar decisões de aceitação, mitigação ou transferência de risco.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que alguns controlos não são aplicáveis ou foram excecionados
Quando documento as justificações técnicas e avalio risco residual
Então registo a análise de forma auditável com aprovação de AppSec Engineer e Gestão
Critérios de aceitação (DoD).
- Controlos não aplicados identificados explicitamente
- Justificação técnica detalhada registada (ex: "Requisito X não aplicável porque Y")
- Risco residual avaliado contra limiares L1–L3 (ex: L2 máximo = risco médio)
- Aprovação formal por AppSec Engineer documentada
- Em L3: aprovação adicional por Gestão Executiva/CISO
- Entrada em ferramenta GRC com audit trail
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
risco-residual.mdou entrada em ferramenta GRC - Conteúdo:
id | controlo_não_aplicado | justificação | risco_residual | aprovadores | data - Evidência: assinatura digital, email de aprovação, ou registo versionado
Referência: Este US implementa [Cap 14-US-01: Processo formal de exceções] no contexto de análise de risco residual. A aprovação formal e o TTL das exceções devem seguir a política master definida em Cap 14.
Proporcionalidade por risco.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Opcional (se crítico) | Obrigatório | Obrigatório |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Validação | Após mapeamento de matrix; pré-release | GRC/Compliance + AppSec Engineer + Developer | 5 dias úteis |
Ligações úteis.
US-08 - Aceitação de Risco com TTL e Revalidação Obrigatória
Contexto.
Quando o nível de risco residual é aceitável mas com Time-To-Live (TTL) limitado, o risco pode expirar. Sem revalidação automática, excepções "dormem" indefinidamente.
História.
Como GRC/Compliance, quero registar aceitações com TTL explícito e alerta de re-aprovação, para garantir que excepções não se tornam permanentes por esquecimento.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que existe uma decisão de aceitar risco residual
Quando defino TTL em função do nível (L1=12m, L2=6m, L3=3m)
Então configuro alerta de revalidação 15 dias antes da expiração - E documento que sem re-aprovação explícita, a excepção expira automaticamente
Critérios de aceitação (DoD).
- Owner da excepção designado e contactível
- TTL definido por nível (L1: 12 meses | L2: 6 meses | L3: 3 meses)
- Critérios de encerramento claros (ex: "após implementação mitigação X" ou "até data Y")
- Alertas configurados 15 dias antes da expiração (email ou issue automática)
- Registo rastreável em ferramenta GRC ou repositório (com data e decisor)
- Re-aprovação explícita exigida para prorrogação (mesmo critério de aprovação original)
- Em L3: aprovação adicional por Gestão Executiva/CISO antes de renovação
- Se biz impact relevante: Product Owner notificado e de acordo
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
aceitacoes-risco.mdou entrada em ferramenta GRC/JIRA - Tabela:
excepção_id | L1/L2/L3 | data_aceitação | TTL | data_expiração | owner | critério_encerramento | status - Evidência: aprovação datada, alerta de expiração, re-aprovação documentada ou registo de encerramento
Proporcionalidade (TTL por nível).
| Nível | TTL Recomendado | Revalidação | Obrigatório? |
|---|---|---|---|
| L1 | 12 meses | Anual | Recomendado |
| L2 | 6 meses | Semestral | Obrigatório |
| L3 | 3 meses | Trimestral | Obrigatório + Gestão Executiva |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Governação + Segurança | Decisão de aceitar risco; alerta 15d antes expiração | GRC/Compliance (cria, registra) + AppSec Engineer (revalida, aprova) + Gestão Executiva/CISO (aprova L3) + Product Owner (notificado se impacto negócio) | Criação: 2 dias úteis; Re-aprovação: 5 dias úteis antes da expiração |
Ligações úteis.
US-05 - Validação antes do go-live
Contexto.
Antes de entrar em produção é necessário validar se todos os requisitos aplicáveis foram cumpridos. Esta etapa impede deployes com cobertura de segurança incompleta.
História.
Como QA, quero validar que os requisitos aplicáveis por nível de risco estão cumpridos antes da entrada em produção, para garantir conformidade com a classificação atribuída.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que a aplicação está pronta para go-live
Quando reviso a checklist de controlos aplicáveis (extraída de US-02)
Então confirmo que evidências estão documentadas, testadas e aprovadas por AppSec Engineer
Critérios de aceitação (DoD).
- Checklist de controlos revista completa (baseada em matriz aplicada)
- Evidências documentadas (testes, relatórios, scans, revisões)
- Aprovação formal de AppSec Engineer registada
- Em L3: aprovação adicional por Gestão Executiva ou CISO
- Nenhuma exceção não-aprovada pendente
- Rastreamento: cada controlo ↔ evidência documentado
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
checklist-go-live.mdou entrada em pipeline CI/CD - Conteúdo:
controlo | L1/L2/L3 | evidência | aprovação_AppSec | status_go_live - Evidência: log de aprovação em pipeline, assinatura em documento, ou registo em GRC
Proporcionalidade por risco.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Recomendado | Recomendado (obrigatório) | Obrigatório (formal + assinatura) |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Pré-Release | Aplicação pronta para go-live | QA + AppSec Engineer + Gestão Executiva (L3) | 2 dias úteis antes de deploy |
Ligações úteis.
🚧 Cascata de Gates de Validação (US-05 em Contexto)
A validação antes do go-live é implementada através de uma cascata de gates sequenciais, cada um verificando dimensões específicas de segurança em capítulos distintos. A falha em qualquer gate bloqueia promoção a produção.
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│ │
│ APLICAÇÃO PRONTA PARA RELEASE │
│ └─ Trigger: Pipeline de promoção a staging/produção │
│ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 1: Requisitos & Risco (Cap 01) │ │
│ │ Responsável: QA + AppSec Engineer │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ Classificação de risco atribuída (L1/L2/L3) │ │
│ │ ✓ Matriz de controlos aplicáveis extraída │ │
│ │ ✓ Ameaças esperadas mapeadas (STRIDE, MITRE ATT&CK) │ │
│ │ ✓ Nenhuma exceção de risco residual não-aprovada pendente │ │
│ │ Bloqueio se: Risco residual > threshold aprovado ou exceções pendentes │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 2: Requisitos de Segurança (Cap 02) │ │
│ │ Responsável: AppSec Engineer │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ Requisitos funcionalidade + segurança completos │ │
│ │ ✓ Gestão de exceções: todas as exceções têm aprovação + SLA │ │
│ │ ✓ Rastreamento requisito ↔ teste ↔ evidência completo │ │
│ │ Bloqueio se: Requisitos incompletos ou exceções sem aprovação │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 3: Dependências & SBOM (Cap 05) │ │
│ │ Responsável: DevOps + AppSec Engineer │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ SBOM completo em CycloneDX/SPDX (todas as dependências listadas) │ │
│ │ ✓ Scan de vulnerabilidades: nenhuma crítica não-mitigada em L2/L3 │ │
│ │ ✓ CVEs com risco > threshold têm mitigação/exceção documentada │ │
│ │ ✓ Dependências verificadas em repositórios de reputação │ │
│ │ Bloqueio se: CVE crítico não-mitigado ou SBOM incompleto │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 4: Artefactos CI/CD (Cap 07) │ │
│ │ Responsável: DevOps + AppSec Engineer │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ Pipeline CI/CD: versionado, auditado, secrets em manager │ │
│ │ ✓ Assinatura & proveniência de artefactos (in-toto, Cosign) │ │
│ │ ✓ Testes de segurança integrados (SAST, dependency scanning, SBOM) │ │
│ │ ✓ Logs de auditoria de cada deploy recolhidos e retidos │ │
│ │ Bloqueio se: Pipeline não-auditado ou artefactos não-assinados │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 5: Infraestrutura & Containers (Cap 08/09) │ │
│ │ Responsável: DevOps + Arquitetos │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ IaC versionado, aprovado, testado (Terraform, Helm, CloudFormation) │ │
│ │ ✓ Imagens container: base segura, SBOM, scanning, assinadas │ │
│ │ ✓ Policies de runtime (OPA/Kyverno) ativas e bloqueantes em L2/L3 │ │
│ │ ✓ Network policies e RBAC configurados │ │
│ │ Bloqueio se: Imagem não-assinada ou policies não-ativas │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ┌───────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐ │
│ │ GATE 6: Deploy & Monitorização (Cap 11/12) │ │
│ │ Responsável: DevOps + AppSec Engineer + SRE │ │
│ │ Validação: │ │
│ │ ✓ Apenas artefactos assinados são promovidos │ │
│ │ ✓ Ambiente staging validado (testes + aprovações concluídas) │ │
│ │ ✓ Monitorização + alertas ativados pré-deploy (logs, métricas, eventos)│ │
│ │ ✓ Playbook de incidentes documentado e testado │ │
│ │ ✓ Aprovação formal registada (assinatura, timestamp, audit trail) │ │
│ │ Bloqueio se: Monitorização não-ativa ou aprovação não-documentada │ │
│ └─────────────┬──────────────────────────────────────────────────────────┘ │
│ ▼ │
│ ✅ DEPLOY EM PRODUÇÃO AUTORIZADO │
│ └─ Timestamp de aprovação registado em audit trail central (Cap 14) │
│ │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┘
Características Críticas da Cascata:
- Sequencial: Cada gate é pré-requisito para o próximo (falha em gate N bloqueia gate N+1)
- Distribuído: Cada gate é propriedade de capítulo específico, mas supervisionado por AppSec centralizado (Cap 14)
- Auditável: Todas as decisões e aprovações são registadas com timestamp e responsável
- Proporcional: L1 pode ter gates mais leves (audit mode), L2/L3 são bloqueantes (enforce mode)
- Rastreável: Gate 6 (Cap 11/12) alimenta matriz de rastreamento em Cap 14 para evidência de conformidade
US-06 - Mapeamento de ameaças por nível de risco
Contexto.
Cada nível de criticidade deve ser confrontado com ameaças conhecidas (STRIDE, MITRE ATT&CK) para validar que a cobertura de controlos é adequada. Sem mapeamento, seleção de controlos fica ad-hoc.
História.
Como AppSec Engineer, quero verificar se as ameaças esperadas para o nível de criticidade estão cobertas por controlos aplicados ou exceções rastreáveis, para garantir que a seleção de controlos é fundamentada em ameaças reais.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que a aplicação tem nível de criticidade definido (L1/L2/L3)
Quando consulto o mapeamento de ameaças apropriado (STRIDE, MITRE ATT&CK)
Então verifico que todas as ameaças críticas têm cobertura por controlo ou exceção documentada
Critérios de aceitação (DoD).
- Ameaças identificadas por nível (ex: STRIDE para L1, MITRE ATT&CK para L2/L3)
- Mapeamento ameaça ↔ controlo documentado (ex: Spoofing → MFA, Tampering → TLS)
- Cobertura validada por controlo aplicado ou exceção aprovada
- Arquitetos envolvidos para validação de contexto técnico
- Resultados registados e rastreáveis
- Se ameaça crítica não coberta: dispara US-04 (risco residual) ou mitigação obrigatória
- Se assistido por ferramenta de mapeamento:
- Ferramenta & versão documentados
- Ameaças genéricas não-contextuais filtradas?
- Ameaças específicas de domínio adicionadas (validação especialistas)?
- Priorização (crítica vs. minor) correcta?
- Ameaças críticas não cobertas dispararam US-04 (risco residual)?
- Validação por Arquitetos + especialistas de domínio concluída
- Referência: addon-11: Validação Assistida por Ferramentas
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
ameacas-mapeamento.mdcom tabela:ameaca | categoria | controlo_aplicado | cobertura_sim_nao | exceção - Localização: Repo documentação de segurança
- Evidência: rastreamento em Jira/backlog, validação por AppSec + Arquitetos
Proporcionalidade por risco.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Opcional (STRIDE básico) | Recomendado (STRIDE completo) | Obrigatório (STRIDE + MITRE ATT&CK) |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Design | Após arquitetura definida | AppSec Engineer + Arquitetos + Developer | Antes de dev começar |
| Validação | Pré-release (L2/L3) | AppSec Engineer | 1 semana antes de release |
Ligações úteis.
US-09 - Classificação de Artefactos Técnicos (Pipeline, IaC, Imagens)
Contexto.
A classificação da aplicação não é suficiente; artefactos de entrega (Dockerfile, scripts CI/CD, IaC, imagens) herdam a criticidade e exigem controlos específicos descritos nos capítulos 07 (CI/CD Seguro), 08 (IaC), 09 (Containers).
História.
Como DevOps/SRE, quero classificar artefactos técnicos da aplicação (Dockerfile, pipeline, IaC, imagens) com a mesma criticidade, para garantir que controlos de segurança acompanham a integridade da entrega.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que uma aplicação tem uma classificação L1/L2/L3
Quando crio/reviso artefactos de entrega (Dockerfile, script CI/CD, manifesto IaC, imagem)
Então aplico os controlos de capítulos 07/08/09 equivalentes ao nível - E documento rastreabilidade: aplicação → artefacto → capítulo 07/08/09 → REQ-XXX
Critérios de aceitação (DoD).
- Artefactos técnicos identificados (Dockerfile, pipeline/GitHub Actions/GitLab CI, Terraform/Helm, imagem registada)
- Classificação do artefacto registada = classificação da aplicação (ex: L3 app → L3 Dockerfile, L3 pipeline)
- Controlos cap. 07 (CI/CD) aplicados se pipeline (secrets manager, assinatura, scanning, audit log)
- Controlos cap. 08 (IaC) aplicados se infraestrutura-as-code (versionamento, revisão rigorosa, scanning, tags)
- Controlos cap. 09 (Containers) aplicados se imagem Docker (base image segura, scanning vulnerabilidades, runtime policy, registry autenticação)
- Tabela de rastreamento: artefacto | nível | capítulo | REQ-XXX | responsável | status
- Arquitetos valida alinhamento entre controlos do artefacto e necessidades da aplicação
- AppSec Engineer aprova antes do deploy
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
artefactos-tecnicos.mdou tabela em repositório - Tabela:
artefacto | nível | tipo (Dockerfile/pipeline/IaC) | capítulo | REQ-XXX | status | owner - Evidência: commit com tags de classificação, issue rastreável, scan report, approval email
Proporcionalidade (por tipo de artefacto).
| Artefacto | Cap. Aplicável | L1 (Recomendado) | L2 (Obrigatório) | L3 (Reforçado) |
|---|---|---|---|---|
| Dockerfile | 09 | Base segura | Full hardening + scanning | Base segura auditada, scanning automático, registry private |
| Pipeline (GH/GL/Jenkins) | 07 | Secrets em variables | Secrets em KV, audit log, SAST | Secrets em KV, audit log, SAST+DAST, assinatura imagem, 2FA |
| IaC (Terraform/Helm) | 08 | Versionamento | Versionamento + review | Versionamento + review rigorosa + compliance scanning |
| Imagem registada | 09 | Versão explícita | Scan vulnerabilidades | Scan + runtime policy + image signing |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Construção + Entrega | Criação/atualização de artefacto | DevOps/SRE (proprietário, implementa controlos) + Arquitetos (valida alinhamento) + AppSec Engineer (aprova) | Approval antes de deploy: 2 dias úteis |
Ligações úteis.
US-10 - KPIs, Métricas e Reporting de Classificação e Conformidade
Contexto.
Sem indicadores e visibilidade executiva, não há governança efetiva nem feedback loop para melhoria contínua. É necessário consolidar métricas operacionais e de conformidade sobre o ciclo de classificação.
História.
Como GRC/Compliance, quero consolidar KPIs mensais/trimestrais sobre a classificação, exceções e ciclos de revisão, para demonstrar maturidade de governação à Gestão Executiva/CISO e à Auditoria.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que existem classificações, exceções, revisões e artefactos registados
Quando consolido os dados mensalmente
Então gero relatório com KPIs por nível, tendências, alertas de conformidade e recomendações - E distribuo a Gestão Executiva/CISO + Auditores Internos
Critérios de aceitação (DoD).
- KPI 1: % de aplicações classificadas (válidas com data de revisão/revalidação próxima)
- KPI 2: % de exceções ainda ativas vs % expiradas ou prorrogadas (por nível)
- KPI 3: Lead time para classificação inicial (dias desde criação até L1/L2/L3 atribuído)
- KPI 4: Lead time para revisão (dias desde trigger até decisão final)
- KPI 5: Conformidade a cadência de revisão (% de app L2/L3 revistos no prazo 6m/3m)
- KPI 6: % de controlos mapeados (aplicações com todos os REQ-XXX do nível implementados ou com excepção TTL válida)
- KPI 7: Ameaças críticas não cobertas (número e lista de aplicações com risco crítico residual)
- Série temporal (trend): Gráficos de KPI 1–7 dos últimos 6 meses
- Alertas automáticos: Notificação se KPI 2 (exceções expiradas) > 5%, KPI 5 (conformidade) < 90%
- Fonte única de dados: Ferramenta GRC, repositório, ou dashboard integrado (com rastreabilidade a aplicação original)
- Reporte trimestral assinado por GRC/Compliance, distribuído a Gestão Executiva/CISO + Auditores
- Recomendações actionáveis: Top 3 causas de atraso ou não-conformidade + plano de ação
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
kpi-classificacao-YYYY-MM.mdou entrada em ferramenta BI/dashboard - Tabela:
data | KPI | valor | meta | % conformidade | tendência | alertas - Evidência: reporte PDF/markdown datado, distribuição de email, apresentação a Gestão Executiva, registo de auditoria
Proporcionalidade (reporte por nível de detalhe).
| Audiência | Frequência | KPIs mínimos | Formato |
|---|---|---|---|
| Operações/AppSec | Semanal (opcional) | % classified, exceções próximas de expirar, atrasos revisão | Dashboard interno |
| Product Owners | Mensal | % classified (por negócio/squad), lead time, exceções de app | Email com resumo ou Slack |
| Gestão Executiva/CISO | Trimestral | KPI 1,2,5,6,7; alertas críticos; recomendações | PDF formal com gráficos |
| Auditores Internos | Anual + ad-hoc | Série completa KPI 1-7; conformidade a regulamentos; draft policies; lista de exceções | PDF + acesso a repositório versionado |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Governação + Reporting | Fim de período (mensal/trimestral) | GRC/Compliance (coleta dados, consolida, redige) + AppSec Engineer (valida métricas técnicas) + Gestão Executiva/CISO (aprova distribuição) | Reporte: 10 dias úteis após fim do período; Distribuição: 1 dia após aprovação |
Ligações úteis.
US-11 - Políticas Organizacionais Formais (Classificação, Risco, Revisão Periódica, Rastreabilidade)
Contexto.
As user stories US-01 a US-10 definem o como operacionalizar a classificação. As políticas organizacionais definem o por quê (mandato), quem aprova, qual o critério e como auditar. Sem políticas, não há governança formal nem conformidade a regulamentos (NIS2, DORA,).
História.
Como Gestão Executiva/CISO, quero que existam 4 políticas organizacionais formais aprovadas (Classificação de Risco, Aceitação de Risco, Revisão Periódica, Rastreabilidade/Auditoria), para assegurar que todas as equipas operam sob os mesmos critérios e que o manual é cumprido uniformemente e auditado.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que a organização necessita de conformidade formal a regulamentos (NIS2, DORA, ISO 27001)
Quando publico 4 políticas organizacionais assinadas por Gestão Executiva - E treinamento obrigatório é documentado com attestation de compreensão
Então Auditores podem validar conformidade e todas as decisões de classificação/risco têm fundamento normativo
Critérios de aceitação (DoD).
- Política 1 - Classificação de Risco: Modelo E+D+I, critérios L1/L2/L3, responsabilidades por nível, frequency de revisão (obrigatória em L2/L3)
- Política 2 - Aceitação de Risco: Critérios de aceitabilidade, TTL por nível, aprovadores, exceções + revalidação obrigatória antes da expiração
- Política 3 - Revisão Periódica: Cadência time-based (12m/6m/3m), owners, escalonamento de decisões, triggers para revisão de matriz e ameaças
- Política 4 - Rastreabilidade & Auditoria: Registo centralizado de classificações, exceções, revisões; versionamento; pista de auditoria; retenção de dados; acesso restrito
- Cada política contém: objetivo, âmbito, responsáveis, critérios decisão, processo aprovação, frequência revisão, ligação a capítulos do manual
- Assinatura formal por Gestão Executiva/CISO e GRC/Compliance datada
- Publicação acessível em Wiki interna, repositório de políticas, ou portal de compliance
- Treinamento obrigatório para todas as equipas (Dev, AppSec, GRC, Gestão, Auditores) com attestation de participação + quiz de compreensão
- Revisão anual por GRC/Compliance + Auditores Internos com registo de qualquer alteração
- Evidência de conformidade: Checklist de cada aplicação validando aderência às 4 políticas (L1/L2/L3)
Artefactos & evidências.
- Ficheiro:
POLITICA-01-classificacao-risco.md,POLITICA-02-aceitacao-risco.md,POLITICA-03-revisao-periodica.md,POLITICA-04-rastreabilidade-auditoria.md - Local: Wiki institucional, Repositório
docs/policies/ou servidor de compliance - Evidência: PDF assinado, data/versão, distribuição de email, registo de treinamento (nome+data+assinatura), quiz scores, auditoria anual
Proporcionalidade (aplicação por nível).
| Nível | Classificação | Aceitação | Revisão Periódica | Rastreabilidade |
|---|---|---|---|---|
| L1 | Recomendado (simplificado) | Recomendado | Recomendado (anual) | Recomendado |
| L2 | Obrigatório (completo) | Obrigatório + TTL | Obrigatório (semestral) | Obrigatório + audit trail |
| L3 | Obrigatório (formal com aprovações) | Obrigatório + TTL + re-aprovação Gestão | Obrigatório (trimestral) | Obrigatório + rastreamento granular |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsáveis | SLA |
|---|---|---|---|
| Governação + Conformidade | Kick-off (criação políticas), anualmente (revisão) | Gestão Executiva/CISO (assina, aprova) + GRC/Compliance (redige, distribui, treina) + AppSec Engineer (input técnico) + Auditores Internos (valida conformidade) + Todos os equipas (treino + attestation) | Redação: 30 dias; Assinatura: 5 dias; Distribuição: 1 dia; Treinamento inicial: 10 dias; Revisão anual: 15 dias |
Ligações úteis.
- Intro Cap. 01 - Modelo E+D+I e Ciclos
- Criterios Aceitação Risco (addon 03)
- Ciclo de Vida do Risco (addon 02)
- NIS2 / DORA / ISO 27001 (Cap. 002)
- 07-roles.md
US-07 - Reforço de controlos por atributos do risco
A classificação L1–L3 é uma projeção simplificada (E/D/I); certos atributos internos do risco exigem controlos do nível imediatamente superior, independentemente do nível atribuído.
Contexto. Uma aplicação L1 ou L2 com baixa detetabilidade, baixa evidenciabilidade, comportamento não-determinístico ou delegação/execução automática com impacto real fica subprotegida se os controlos seguirem apenas o nível nominal.
História.
Como AppSec Engineer, quero avaliar os atributos do risco (detetabilidade, evidenciabilidade, reprodutibilidade, delegação/execução automática) e escalar os controlos para o nível imediatamente superior quando indicado, para garantir proporcionalidade real e não meramente nominal dos controlos.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado uma aplicação classificada L1 ou L2 cujos atributos do risco indiquem baixa detetabilidade, baixa evidenciabilidade, não-determinismo ou execução automática com impacto real
Quando avalio os atributos do risco face à matriz de controlos
Então aplico os controlos equivalentes ao nível imediatamente superior e registo o racional do reforço de forma rastreável
Checklist.
- Atributos do risco avaliados explicitamente para a aplicação (detetabilidade, evidenciabilidade, reprodutibilidade, delegação/execução automática)
- Decisão de reforço (sim/não) documentada com racional técnico por atributo desencadeador
- Quando reforço aplicado: controlos do nível superior associados à aplicação e rastreáveis ao pipeline/backlog
- Reforço aplicado independentemente da presença explícita de IA (regra tecnologicamente neutra)
Artefactos & evidências. Registo de avaliação de atributos do risco anexo à classificação (classificacao-aplicacao.yaml ou ata); tabela atributo | valor | desencadeia reforço? | controlos do nível superior aplicados.
Proporcionalidade L1–L3.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Obrigatório avaliar; reforça para L2 quando atributo desencadeia | Obrigatório avaliar; reforça para L3 quando atributo desencadeia | Já no topo; atributos exigem controlos mais fortes a montante e evidência reforçada |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsável | SLA |
|---|---|---|---|
| Classificação / Design | Após classificação inicial ou quando se introduz automação/assistência com impacto nos atributos | AppSec Engineer + Arquitetos de Software | Antes da aprovação de arquitetura |
Ligações úteis. Matriz de Controlos por Risco · Atributos do Risco
US-08 - Interdições de aceitação de risco em automação e apoio à decisão
Há situações em que a aceitação de risco (e de risco residual) é categoricamente proibida, independentemente da urgência, custo ou nível da aplicação.
Contexto. Sem um gate explícito de interdição, decisões/ações automatizadas com impacto real podem ser aceites sem revisão humana efetiva, ou com resultados não reproduzíveis, contornando os critérios formais de aceitação.
História.
Como GRC/Compliance, quero bloquear qualquer aceitação de risco que recaia numa das situações interditas de automação/apoio à decisão, para garantir que nenhum risco com impacto real é aceite sem revisão humana efetiva, reprodutibilidade e evidência.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado um pedido de aceitação de risco (ou de risco residual) que envolva automação ou apoio à decisão
Quando verifico as condições de interdição
Então a aceitação é recusada se: ação automatizada com impacto real sem revisão humana efetiva; resultados não reprodutíveis/não validáveis de forma independente; ausência de evidência do funcionamento dos controlos; impacto legal/regulatório/reputacional significativo; ou aplicação L3 dependente exclusivamente de confiança implícita no mecanismo automatizado
Checklist.
- Lista de condições de interdição verificada para cada decisão de aceitação que envolva automação/IA
- Aceitação recusada (e registada como recusada) quando qualquer condição interdita se verifica
- Evidência do funcionamento correto dos controlos exigida antes de qualquer aceitação válida
- Em L3: confirmado que a decisão não depende exclusivamente de confiança implícita em automação/tooling não-determinístico
Artefactos & evidências. Registo da decisão de aceitação/recusa com a checklist de interdições preenchida; entrada em ferramenta GRC com racional e aprovadores.
Proporcionalidade L1–L3.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Aplicar interdições; aceitação informal só fora das condições interditas | Interdições obrigatórias; aceitação com validação formal e registo | Interdições obrigatórias; recusa automática se dependente de mecanismo não-determinístico ou sem revisão humana |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsável | SLA |
|---|---|---|---|
| Validação / Aceitação de risco | Pedido de aceitação de risco ou risco residual envolvendo automação/IA | GRC/Compliance + AppSec Engineer | Antes do registo da aceitação |
Ligações úteis. Critérios para Aceitação de Risco · Análise de Risco Residual
US-09 - Adoção de modelo de classificação alternativo (DRP/BIA) mapeado para E/D/I
A organização pode reutilizar uma classificação de impacto já existente (DRP/BIA ou outro método formal) desde que mapeie os seus resultados para o contexto de desenvolvimento aplicacional.
Contexto. Reutilizar uma classificação DRP/BIA sem mapeamento confirmado por análise de segurança pode importar uma criticidade desalinhada da exposição e da natureza dos dados da aplicação.
História.
Como GRC/Compliance, quero adotar a classificação DRP/BIA existente como input e mapeá-la para o nível de risco L1–L3, confirmando o resultado por análise de segurança, para evitar duplicação de esforço sem perder rigor na criticidade aplicacional.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que existe uma classificação DRP/BIA atualizada para a aplicação
Quando a importo e mapeio (Crítico→Elevado, Importante/Médio→Médio, Não essencial/Baixo→Baixo)
Então o nível L1–L3 resultante é confirmado por análise de segurança considerando exposição e natureza dos dados, e divergências são registadas com ambos os racionais
Checklist.
- Classificação DRP/BIA verificada como atualizada e correspondente ao âmbito da aplicação atual
- Mapeamento DRP/BIA → L1–L3 aplicado e confirmado por análise de segurança (exposição + dados)
- Aplicações multi-módulo classificadas por componente quando aplicável, não só globalmente
- Divergência DRP vs. segurança registada com ambos os racionais e discutida com as equipas envolvidas
- Classificação de impacto anexada/referenciada (link cruzado) no registo de risco versionado
Artefactos & evidências. Registo de risco com importação/ligação cruzada à ficha DRP/BIA; tabela componente | classe DRP/BIA | nível L1–L3 | confirmação segurança | divergência/racional.
Proporcionalidade L1–L3.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Mapeamento direto admissível; confirmação leve | Mapeamento confirmado por análise de segurança e registado | Confirmação formal por segurança; classificação por componente quando multi-módulo |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsável | SLA |
|---|---|---|---|
| Classificação inicial | Existência de DRP/BIA aplicável à aplicação | GRC/Compliance + AppSec Engineer | Antes da primeira release |
Ligações úteis. Adoção de DRP/BIA · Modelo de Classificação por Eixos
US-10 - Produção e manutenção do inventário central com autoridade de aprovação proporcional
O inventário central/GRC (CLA-008) é o artefacto de evidência primário em auditoria; tem de ser produzido e mantido atualizado, com a autoridade de aprovação proporcional ao nível (CLA-002) registada por aplicação.
Contexto. As US existentes consomem o inventário central mas nenhuma o produz; sem registo atualizado de nível, owner, data de revisão e autoridade aprovadora, a evidência de conformidade não é defensável em auditoria.
História.
Como GRC/Compliance, quero manter um inventário central (ou GRC) atualizado com nível de classificação, data de última revisão, owner de segurança, estado de conformidade e autoridade de aprovação proporcional ao nível, para que a evidência de classificação esteja acessível para auditoria sem preparação manual.
Critérios de aceitação (BDD).
- Dado que uma aplicação é classificada, reclassificada ou muda de responsável
Quando atualizo o inventário central
Então cada aplicação consta com nível atual, data de última revisão, owner, estado de conformidade e autoridade aprovadora (L1 tech lead, L2 AppSec, L3 CISO), acessível para auditoria sem preparação manual
Checklist.
- Inventário central ou GRC existe e regista todas as aplicações com nível, data de revisão, owner e estado de conformidade
- Aprovação registada pela autoridade proporcional ao nível: L1 Scrum Master / Team Lead, L2 AppSec Engineer, L3 CISO — datada e atribuída ao responsável
- Inventário atualizado após cada alteração de classificação ou transferência de responsabilidade
- Inventário acessível para auditoria sem preparação manual
Artefactos & evidências. Inventário central/GRC; registo por aplicação id | nível | data revisão | owner | estado conformidade | autoridade aprovadora | data aprovação.
Proporcionalidade L1–L3.
| L1 | L2 | L3 |
|---|---|---|
| Entrada no inventário; aprovação por Scrum Master / Team Lead | Inventário com audit trail; aprovação por AppSec Engineer | Inventário com rastreamento granular; aprovação por CISO/equivalente |
Integração no SDLC.
| Fase | Trigger | Responsável | SLA |
|---|---|---|---|
| Governação | Classificação inicial, reclassificação ou transferência de responsabilidade | GRC/Compliance (mantém) + autoridade de aprovação por nível | Atualização ≤ 5 dias úteis após o evento |
Ligações úteis. Catálogo de Requisitos de Classificação · Checklist de Revisão
📑 Artefactos esperados (por fase)
| Fase | Artefacto | Quem produz | Onde fica | Evidência mínima |
|---|---|---|---|---|
| Início | classificacao-aplicacao.yaml | Developer / Scrum Master / Team Lead | Repo security/ | Commit + revisão AppSec Engineer |
| Planeamento | matriz-controlos.md | Developer / Scrum Master / Team Lead | Backlog / wiki | REQ-XXX referenciados (Cap. 02); aprovado AppSec |
| Revisão | classificacao-revisao.md | AppSec Engineer | Repo docs/ | Issue/ata datada; decisão justificada |
| Release | checklist-go-live.md | QA | Pipeline CI/CD | Aprovação formal AppSec Engineer + Gestão (L3) |
| Operação | risco-residual.md | GRC/Compliance | Ferramenta GRC / repo | Owner + TTL + critérios encerramento; aprovação |
| Periódico | classificacao-revisao-anual.md (L1), semestral.md (L2), trimestral.md (L3) | AppSec Engineer + GRC/Compliance | Repo docs / GRC | Data revisão, justificação manter/alterar, próxima data |
| Aceitação | aceitacoes-risco.md com TTL | GRC/Compliance | Ferramenta GRC / repo | TTL definido, owner, critério encerramento, alertas |
| Artefactos | artefactos-tecnicos.md | DevOps/SRE + Arquitetos | Repo platform/docs | Classificação por artefacto, rastreamento REQ, aprovação AppSec |
| Contínuo | kpi-classificacao-YYYY-MM.md | GRC/Compliance | Dashboard / Repositório de reporting | KPI 1-7, série temporal, alertas, recomendações |
| Governação | politicas-organizacionais.md (4 políticas) | GRC/Compliance + AppSec | Docs / Wiki / Política | Aprovação Gestão Executiva, treinamento + attestation, auditoria |
Formato canónico de evidência (sugestão):
id,data,eixos(E/D/I),nível,decisão,owner,ligações(issues/PRs),aprovadores,expiração(se aplicável).
📊 Matriz de proporcionalidade L1–L3
| Prática / Story | L1 | L2 | L3 | Observações |
|---|---|---|---|---|
| US-01 - Classificação inicial | ✔ | ✔ | ✔ | Validação AppSec obrigatória em L2/L3 |
| US-02 - Aplicação da matriz (c/ REQ-XXX) | ✔ | ✔ | ✔ | Rastreabilidade REQ para Cap. 02 |
| US-03 - Revisão por alteração relevante | ✔ | ✔ | ✔ | Event-based, cascata a US-02/US-06 |
| US-07-rev - Revisão periódica time-based | ✔ (Rec.) | ✔ | ✔ | Cadência: 12m / 6m / 3m (obrigatória em L2/L3) |
| US-04 - Risco residual | (opcional) | ✔ | ✔ | Aprovações formais em L3 |
| US-08-rev - Aceitação com TTL | (Rec.) | ✔ | ✔ | TTL 12m/6m/3m; re-aprovação obrigatória em L2/L3 |
| US-05 - Validação go-live | (Rec.) | ✔ | ✔ | Aprovação AppSec + Gestão em L3 |
| US-06 - Mapeamento de ameaças | (opcional) | ✔ | ✔ | Validação Arquitetos; escala de risco crítico |
| US-09 - Classificação de artefactos técnicos | ✔ (Rec.) | ✔ | ✔ | Aplica controlos Cap. 07/08/09; Arquitetos valida |
| US-11 - Políticas Organizacionais Formais | (Rec.) | ✔ | ✔ | 4 políticas obrigatórias em L2/L3; treinamento + auditoria |
| US-10 - KPIs e Reporting | (Rec.) | ✔ | ✔ | Mensal (ops), trimestral (gestão), anual (auditores) |
📝 Recomendações operacionais
- Integrar a classificação de risco desde o kick-off do projeto.
- Reavaliar a classificação por alteração e por calendário (time-based).
- Manter a documentação versionada e rastreável em repositório controlado.
- Mapear requisitos diretamente para REQ-XXX (Cap. 02) no backlog.
- Exigir TTL/expiração em todas as aceitações de risco.
- Validar proporcionalidade no go-live e documentar evidências.
- Consolidar KPIs organizacionais para compliance e melhoria contínua.
- Alinhar práticas com as políticas organizacionais de classificação, exceções e revisão periódica.