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🛠️ Ciclo de Vida da Classificação de Risco

A gestão de risco em software não deve ser encarada como um evento pontual, mas sim como um processo iterativo e evolutivo ao longo do ciclo de vida da aplicação. A capacidade de identificar, reavaliar e tratar riscos de forma contextual é determinante para garantir a relevância e atualidade dos controlos aplicados.

Este ficheiro descreve as práticas mínimas de integração da gestão de risco no ciclo de vida da aplicação.


📅 Integração por Fase do Ciclo de Vida

FaseAções de Gestão de Risco
Planeamento / RequisitosIdentificação de riscos iniciais com base em BIA e arquitetura prevista
Design / ArquiteturaAvaliação preliminar de risco; mapeamento para controlos de arquitetura
DesenvolvimentoValidação de risco residual em features novas; revisão de requisitos de controlo
Testes / ValidaçãoConfirmação de aplicação dos controlos; reavaliação de risco pré-release
Release / OperacionalRegisto de aceitação formal de risco residual; monitorização de risco dinâmico

📅 Triggers para Reavaliação de Risco

O risco deve ser reavaliado sempre que ocorra:

  • Introdução de novas funcionalidades
  • Alterações à arquitetura (ex: exposição API, integração externa)
  • Mudanças de contexto legal ou contratual (ex: entrada em vigor de regulamento)
  • Detecção de vulnerabilidades críticas
  • Auditorias, pen tests ou resultados de SAST/DAST significativos

👥 Responsabilidades ao Longo do Ciclo

PapelResponsabilidades na gestão de risco
Product OwnerAvalia impacto de riscos no negócio e priorização
Arquitetura / Dev LeadAplica modelos de risco e propõe controlos
Sec / AppSecValida aplicação dos controlos e risco residual
Equipa de OperaçõesMonitoriza riscos em runtime e regressões de controlo

🛠️ Mecanismos de Suporte

  • Integração da matriz de risco em ferramentas de backlog (Jira, etc.)
  • Registo versionado dos riscos em repositórios (ex: YAML ou Markdown em Git)
  • Dashboards de risco com base em scoring dinâmico
  • Gate de validação de risco nos pipelines de CI/CD

⚖️ Ligação com os Limiares L1–L3

O ciclo de vida do risco deve ser adaptado ao nível da aplicação:

  • Em aplicações L3, a reavaliação de risco deve ser obrigatória a cada release.
  • Em aplicações L2, deve ocorrer em releases com mudanças significativas.
  • Em aplicações L1, pode ser baseada em eventos de risco ou calendário fixo.

🚀 Recomendações para Maturidade

  • Formalizar processo de reavaliação cíclica com checklist ou policy
  • Monitorizar risco residual ao longo do tempo
  • Integrar decisões de risco com registo de auditoria (auditable trail)
  • Envolver decisores não técnicos sempre que o risco afete requisitos legais ou reputacionais

O risco não é um valor estático: é um processo vivo que deve acompanhar a realidade da aplicação e do contexto.