Pular para o conteúdo principal

🛠️ Critérios para Aceitação de Risco

A aceitação formal de risco é uma etapa fundamental no processo de gestão de risco, e deve ser suportada por critérios claros, objetivos e documentados. Estes critérios determinam quando um risco é considerado aceitável, com ou sem mitigação adicional.

Este ficheiro define um conjunto mínimo de critérios de aceitação de risco, adaptados ao modelo SbD-ToE e alinhados com os níveis de aplicação L1–L3.


📌 Parâmetros para avaliação

A decisão de aceitar um risco deve considerar:

  • Valor residual do risco (pós-controlos)
  • Criticidade da aplicação (L1, L2 ou L3)
  • Tipo de impacto associado (negócio, legal, operacional, reputacional)
  • Confiança nos controlos existentes
  • Reversibilidade ou impacto de falha
  • Disponibilidade de planos de contingência

⚖️ Limiares de aceitação por nível

Nível da aplicaçãoRisco Residual Máximo AceitávelObservações
L1 (baixa criticidade)≤ 9 (médio)Aceitação informal possível
L2 (média criticidade)≤ 6 (baixo a médio)Requer validação formal e registo
L3 (alta criticidade)≤ 4 (baixo)Exceção apenas com aprovação de gestor de risco

🧾 Exemplos de critérios formais de aceitação

  • Risco residual avaliado como baixo por pelo menos dois perfis (ex: AppSec + PO).
  • Controlos compensatórios estão em execução, embora não idealmente desenhados.
  • Risco com impacto exclusivamente operacional interno e cobertura por DRP.
  • Existência de workaround ou rollback eficaz validado.
  • Decisão de aceitação devidamente documentada e com prazo de revisão.

❌ Critérios para rejeição ou mitigação obrigatória

  • Risco residual acima do limiar definido para o nível da aplicação.
  • Impacto potencial legal ou regulatório grave.
  • Inexistência de planos de contingência ou rollback.
  • Não conformidade com controlo obrigatório (ex: ASVS, NIST, ISO, RGPD).
  • Ameaça altamente explorável com exposição real (ex: mapeada em ATT&CK ou OSC&R).

🏡 Processo recomendado de aceitação

  1. Identificação clara do risco e do seu valor residual.
  2. Validação dos controlos aplicados e da sua eficácia.
  3. Aplicação dos limiares definidos por nível (L1–L3).
  4. Documentação da decisão de aceitação (template ou GRC).
  5. Revisão periódica e reavaliação obrigatória em caso de alteração substancial.

📌 Recomendações finais

  • Formalizar uma policy de aceitação de risco aplicacional, com papéis e responsabilidades.
  • Integrar decisão de aceitação nos artefactos de release.
  • Registar riscos aceites num repositório com visibilidade GRC.
  • Associar data de revisão, decisor e contexto organizacional da decisão.

A aceitação de risco não é uma omissão de responsabilidade, mas uma decisão consciente, formal e rastreável.