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📎 Modelo alternativo via Adoção de Classificações Existentes (e.g. DRP/BIA)

🎯 Objetivo

Orientar a reutilização de classificações já existentes - nomeadamente DRP (Disaster Recovery Plan) e BIA (Business Impact Analysis) - como base para a classificação de risco aplicacional, evitando duplicação de esforço e promovendo consistência na avaliação de criticidade.


📘 Contexto

Muitas organizações já realizam uma classificação de impacto com base na continuidade do negócio, no âmbito de processos como o DRP ou BIA, ou outras. Essas classificações incluem geralmente atributos como:

  • RTO (Recovery Time Objective)
  • RPO (Recovery Point Objective)
  • Impacto financeiro, reputacional ou operacional
  • Prioridade de recuperação

Embora não tenham foco direto na segurança, estes dados são fortemente correlacionáveis com o risco aplicacional e podem ser utilizados como input inicial ou justificação da classificação de risco prescrita no SbD-ToE.


🔁 Mapeamento prático entre DRP/BIA e risco de segurança

Classificação DRP/BIAInterpretação no contexto SbD-ToE
CríticoRisco Elevado
Importante / MédioRisco Médio
Não essencial / BaixoRisco Baixo

⚠️ Este mapeamento deve ser confirmado por análise de segurança, considerando a natureza dos dados e exposição da aplicação.


📝 Exemplo prático

Um sistema classificado como Crítico no DRP, com os seguintes parâmetros:

  • RTO: < 4h
  • RPO: < 1h
  • Dados pessoais e de faturação
  • Integração com terceiros
  • Exposto à internet

→ Deve ser automaticamente classificado como Risco Elevado, exigindo:

  • Threat Modeling formal
  • Requisitos de segurança completos
  • Testes automatizados contínuos
  • Monitorização ativa

📌 Recomendações

  • Validar se a classificação DRP/BIA está atualizada e corresponde ao âmbito da aplicação atual
  • Anexar ou referenciar a classificação de impacto no repositório onde for documentada a classificação de risco
  • Se a aplicação for composta por múltiplos módulos, considerar a classificação por componente, não apenas global
  • Em caso de divergência entre a classificação DRP e a observada em segurança, registar ambos os racionales e discutir com as equipas envolvidas

🧩 Integração operacional

Na prática, a reutilização destas classificações pode ser feita de três formas:

  1. Importação direta dos dados no registo de risco (ex: ficheiro, wiki, ferramenta)
  2. Ligação cruzada entre artefactos (ex: link para a ficha DRP no registo de risco)
  3. Template único que inclua campos de impacto de negócio e risco de segurança

Uma boa prática é incluir esta validação como um dos critérios do checklist de classificação.