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SbD-ToE 4 AI Act: Playbook de Implementação

Visão Geral

Este playbook mapeia requisitos do AI Act (Regulamento UE 2024/1689) para ações SbD-ToE práticas, focando-se nas obrigações técnicas dos sistemas de IA de alto risco e dos modelos de finalidade geral (GPAI).

Princípio: O SbD-ToE cobre o núcleo técnico do AI Act - exatidão, robustez, cibersegurança (Art. 15), logging (Art. 12), gestão de risco (Art. 9), QMS (Art. 17), monitorização pós-mercado (Art. 72) e incidentes (Art. 73). As dimensões de domínio de IA (dados/enviesamento, supervisão humana, transparência) e jurídicas (classificação de risco, FRIA, avaliação de conformidade, marcação CE) exigem articulação com equipas de ciência de dados, produto, jurídico e compliance.

Estrutura: Cada secção mostra:

  • AI Act requisito (artigo)
  • SbD-ToE capítulo/addon aplicável
  • O que fazer (ação concreta)
  • Evidência regulatória

📚 Recursos de Suporte: Para templates práticos e exemplos de implementação, consultar Exemplo-Playbook com toolchains, KPIs, RACI e relatórios de incidentes reutilizáveis para AI Act e outros frameworks.


Passo 0: Determinar papel e categoria de risco (pré-requisito)

Antes de qualquer ação técnica, é necessário estabelecer o enquadramento jurídico - trabalho de compliance/jurídico, não de AppSec, mas que condiciona todo o playbook:

  1. Qual é o papel? Fornecedor (provider), utilizador implementador (deployer), importador ou distribuidor. O grosso das obrigações técnicas recai sobre o fornecedor de alto risco.
  2. Qual a categoria de risco?
    • Inaceitável (Art. 5) → proibido; não há playbook técnico que o legitime.
    • Alto risco (Art. 6, Anexos I/III) → aplica-se a generalidade deste playbook.
    • Risco limitado (Art. 50) → apenas deveres de transparência.
    • Risco mínimo → sem obrigações específicas.
  3. É um modelo GPAI? Se sim, aplicam-se Art. 53 (todos) e Art. 55 (risco sistémico) - ver Fase 7.

⚠️ Saída do âmbito SbD-ToE: a classificação de risco e a qualificação de papéis são determinações jurídicas. O SbD-ToE assume o resultado desta análise como input.


Mapa Rápido: AI Act Art. → SbD-ToE

✏️ Refresh 2026-05-30. Mapa actualizado com a camada agentic — REQ-AGN-* (Cap. 02), ARC-015 (Cap. 04), DEP-012..014 (Cap. 05), OPS-012..014 (Cap. 12), Policy 38 (mandates), Policy 39 (AI BOM).

AI Act ArtigoRequisitoCapítulo SbD-ToEAção Principal
4Literacia em IACap. 13 + Policy 37 §11Trilho formativo por role; obrigatório com agentes A1+
9Gestão de riscoCap. 01, Cap. 02 §A0–A4, Cap. 03 playbook agenticClassificar L1–L3 + nível A0–A4; threat model com ATLAS
10Dados e governaçãoCap. 05 (DEP-011..014) + Policy 39AI BOM (CycloneDX 1.6 ml-bom) + pinning + providers aprovados
11 / Anexo IVDocumentação técnicaCap. 02, Cap. 04, Policy 38 (mandate)Índice Anexo IV + model card + mandate + AI BOM
12 / 19Logging e retençãoCap. 12 + OPS-011..014 + Cap. 12 US-13Logs de inferência + audit per tool invocation
13Transparência aos deployersCap. 04 + Policy 38 (mandate)Mandate como fonte de capabilities/limitations/supervisão
14Supervisão humanaCap. 02 §A0–A4 + ARC-015 + Policy 38Modelo de níveis de autonomia + kill-switch + intent declaration + OOB approval
15Robustez e cibersegurançaCap. 03 playbook, ARC-014/015, Cap. 10 §C5 (eval suites), OPS-014 (jailbreak)Eval suites contínuas + threat library + off-policy detection
17QMSCap. 07, Cap. 14, Policy 38 (mandate lifecycle), Policy 39 (AI BOM lifecycle)Mapear gates + ciclos formais para Art. 17
25Cadeia de fornecimentoDEP-013/014 + Policy 39 + Cap. 14 US-21Pinning + providers aprovados + cláusulas
26Obrigações do deployerPolicy 38 (mandate) + Cap. 00 (função composta) + Cap. 12 US-13Mandate do deployer + supervisão qualificada + logs sob controlo
53 / 55GPAICap. 03 playbook + Cap. 05 (DEP-011..014) + Cap. 10 §C5 + OPS-014 + Cap. 14 US-21AI red teaming via eval suites + proteção de pesos + cláusulas Art. 53/55
72Monitorização pós-mercadoCap. 12 + OPS-011..014 + Cap. 12 US-13Telemetria agentic + drift detection + ciclo de melhoria
73Incidentes gravesCap. 12 + OPS-014 + Policy 16 §11.4 + Policy 30 §9.3 + Policy 39 §7Runbook + classes de incidente agentic + upstream IR

Como Implementar (Ordem Lógica)

Fase 1: Governação e QMS (M0–M3)

AI Act Art. 17 - Estabelecer sistema de gestão da qualidade

  1. Definir governação de IA

  2. Mapear gates SbD-ToE para os elementos do QMS (Art. 17)

  3. Definir RACI de IA

    • Quem aprova release de modelo, quem assina exceções, quem comunica incidentes (Art. 73)

Fase 2: Classificação e gestão de risco (M2–M5)

AI Act Art. 9 - Sistema de gestão de risco contínuo

  1. Inventariar sistemas de IA

  2. Classificar criticidade (L1–L3) e alinhar com categoria AI Act

    • Sistema de alto risco (Anexo III) → tipicamente L3
    • Documentar que a proporcionalidade segue a categoria AI Act
  3. Threat model estendido ao vetor adversarial

    • Base: STRIDE / MITRE ATT&CK (Cap. 03)
    • Extensão: MITRE ATLAS e OWASP ML/LLM Top 10
    • Cobrir (Art. 15.º, n.º 5): data poisoning, model poisoning, adversarial examples / model evasion, ataques à confidencialidade, model flaws
    • Evidência: Threat model documentado, risco residual e medidas (Art. 9)

Fase 3: Dados e documentação (M3–M6)

AI Act Art. 10, 11, Anexo IV

  1. Proveniência e integridade de dados e modelos (AI-BOM)

    • Estender o inventário do Cap. 05 a datasets, checkpoints e modelos
    • Verificação de integridade (mitiga poisoning e modelos comprometidos de repositórios públicos)
  2. Data governance de IA (delegado à equipa de dados)

    • Representatividade, deteção de enviesamento, qualidade estatística (Art. 10)
    • Datasheets for datasets / data cards
    • Fora do âmbito AppSec - SbD-ToE garante integridade/proveniência, não fairness
  3. Documentação técnica (Anexo IV)

    • Construir "índice Anexo IV" apontando para artefactos SbD-ToE (arquitetura, requisitos, threat model, evidência de pipeline/testes) + model card
    • Referência: Cap. 02, Cap. 04

Fase 4: Segurança técnica e robustez (M5–M10) — NÚCLEO

AI Act Art. 15 - Exatidão, robustez e cibersegurança

4.1 Arquitetura defensiva

  • O que: Fronteiras de confiança (incluindo agentic boundaryARC-014), validação de input, isolamento do serviço de inferência, redução de superfície. Quando há agentes AI com tool-use, aplicar ARC-015 (agente como principal isolado): identidade dedicada via OIDC, scope mínimo por tool, intent declaration, OOB approval, kill-switch exercitado.
  • Referência: Cap. 04 — ARC-014/ARC-015, Cap. 09 — Containers/Runtime

4.2 Threat modeling + eval suites + red teaming (CRÍTICO PARA Art. 15)

  • O que: O catálogo de testes inclui agora eval suites contínuas (Cap. 10 §C5) — regression de prompt/skill, abuse corpus (LLM01-2025 prompt injection, LLM06-2025 excessive agency), drift detection, A/B testing. Para sistemas com agentes A2+, suite obrigatória; para A4 em GPAI com risco sistémico, cadência mensal.
  • Threat model: Cap. 03 playbook agentic com threat library MITRE ATLAS já incluída — DFD canónico (5 participantes / 4 trust boundaries) + threats por fronteira (AML.T0051.001, T0086, T0101, T0109, T0110, LLM01/06/07).
  • Referência: Cap. 10 §C5 — Eval suites, Policy 19 §7
  • 📄 Template: Opções de Toolchain

4.3 Pipeline seguro de ML + agentes como principals

  • O que: Gates de segurança no pipeline (SAST/SCA, secrets, integridade de artefactos) + agentes AI que operam a pipeline com workload identity efémera OIDC, scope per-tool, audit per tool invocation (Cap. 07 US-19).
  • Referência: Cap. 07 — US-19, Cap. 08 — IaC, Policy 18 §9

4.4 Exatidão (delegado à equipa de IA)

  • Declarar métricas de exatidão e limiares aceitáveis — conteúdo de domínio de IA, suportado pela evidência de eval suite (Cap. 10 §C5) e telemetria operacional (Cap. 12 US-13).

Fase 5: Logging e monitorização pós-mercado (M8–M12)

AI Act Art. 12, 19, 72

5.1 Logging de inferência + audit per tool invocation

  • O que: Esquema de logs estendido com metadados de inferência (id/versão do modelo, features relevantes, decisão e confiança, correlation id) + audit per tool invocation (OPS-012) quando há agentes AI: timestamp, agent_id, session_id, mandate_ref, autonomy_level, tool, tool_version, args (PII redactada), intent_event_ref, outcome, external_effect.
  • Retenção: Alinhada com a vida útil do sistema e com o RGPD; imutabilidade.
  • Referência: Cap. 12 — OPS-011..014 + Cap. 12 US-13

5.2 Plano de monitorização pós-mercado (Art. 72)

  • O que: Dashboards de desempenho, model drift, token budget (OPS-013) e detecção de jailbreak / off-policy actions (OPS-014). Para sistemas com agentes em A2+, telemetria agentic (Cap. 12 US-13) é a base evidencial.
  • Gatilhos: Degradação, drift, budget overrun ou off-policy alimentam a reavaliação do Art. 9.
  • Referência: Cap. 12 US-13, Policy 30 §9

Fase 6: Incidentes graves (M10–M12)

AI Act Art. 73

  • O que: Parametrizar o runbook e o esquema de incidente com a tipologia e prazos do Art. 73 (≤15 dias em regra; ≤10 dias em caso de morte; ≤2 dias em caso de infração generalizada ou perturbação grave e irreversível de infraestrutura crítica). Classes de incidente agentic-específicas (Policy 16 §11.4): off-policy action, intent-action divergence, prompt injection bem-sucedida, falha de kill-switch, credential exposure. Incidentes upstream (Policy 39 §7): rug pull, dataset poisoning, MCP tool poisoning, provider outage.
  • Como: Exportadores SIEM/ITSM → notificação pronta para a autoridade de fiscalização do mercado. OPS-014 alimenta o fluxo IR (Cap. 12 US-04).
  • Referência: Cap. 12, Cap. 14, Policy 16 §11.4, Policy 30 §9.3, Policy 39 §7
  • 📄 Template: Relatório de Incidentes

Fase 7: GPAI (quando aplicável)

AI Act Art. 53, 55

7.1 Proteção do modelo (Art. 55 — cibersegurança)

7.2 AI red teaming contínuo (Art. 55)

  • O que: Programa contínuo de avaliação adversarial materializado em Cap. 10 §C5 — eval suites: regression de prompt/skill, abuse corpus (LLM01-2025 prompt injection, LLM06-2025 excessive agency), drift detection, A/B. Para A4 (GPAI com risco sistémico), cadência mensal de kill-switch e actualização do corpus de detecção OPS-014.
  • Referência: Cap. 10 §C5, Policy 19 §7

7.3 Hardening de infraestrutura física e lógica (Art. 55)

7.4 Conformidade contratual declarada (Art. 53/55 providers)

  • O que: Quando consumimos GPAI de um provider, o contrato declara conformidade Art. 53 (documentação técnica, summary of training data, política de copyright) e — quando aplicável — Art. 55 (AI red teaming contínuo, hardening, post-market monitoring).
  • Referência: Cap. 14 US-21, Policy 33 §10
  • Fora do âmbito AppSec — obrigações de domínio e jurídicas (Art. 53). Aplica-se quando a organização é provider de GPAI.

Checklist de Conformidade

A lista abaixo permite validar o alinhamento do programa SbD-ToE com os requisitos técnicos do AI Act. Recomenda-se revisão periódica:

  • Enquadramento: Papel e categoria de risco determinados (jurídico)
  • Literacia (Art. 4): Trilho formativo activado conforme Policy 37 §11 (obrigatório com agentes A1+)
  • Governação/QMS (Art. 17): Política de IA aprovada; gates mapeados; Policy 38 (mandates) + Policy 39 (AI BOM lifecycle) operacionais
  • Classificação: Sistemas de IA inventariados e classificados (L1–L3); níveis A0–A4 declarados nos mandates
  • Gestão de risco (Art. 9): Threat model com playbook agentic executado; threat library MITRE ATLAS + OWASP LLM Top 10 já incluída
  • Supervisão (Art. 14): REQ-AGN-001..004 operacional; ARC-015 validado; kill-switch exercitado com cadência registada
  • Dados (Art. 10): AI BOM CycloneDX 1.6 ml-bom gerado por build (DEP-012); providers aprovados (DEP-014); data governance de IA em curso
  • Documentação (Art. 11/Anexo IV): Índice Anexo IV + model card + mandate + AI BOM
  • Robustez (Art. 15): Eval suites contínuas operacionais (Cap. 10 §C5); off-policy / jailbreak detection (OPS-014)
  • Supply chain (Art. 25): Pinning (DEP-013); lista de providers aprovados (DEP-014); cláusulas contratuais (Cap. 14 US-21)
  • Deployer (Art. 26): Mandate do deployer documentado quando organização opera (não fornece) sistema
  • Logging (Art. 12/19): Logs de inferência + audit per tool invocation (OPS-012) com retenção e imutabilidade
  • Monitorização (Art. 72): Telemetria agentic + dashboards de drift, budget, off-policy
  • Incidentes (Art. 73): Runbook parametrizado + classes agentic (Policy 16 §11.4) + upstream IR (Policy 39 §7)
  • GPAI (Art. 53/55, se aplicável): AI BOM + eval suites + kill-switch exercitado mensalmente + cláusulas declaradas
  • Evidência: Data room com documentação técnica, mandates, AI BOMs, eval reports, audit trails, telemetria

O Que Cada Capítulo SbD-ToE Cobre (Referência Rápida)

✏️ Refresh 2026-05-30. Tabela actualizada para reflectir a camada agentic. Onde diz "extensível a", agora diz "incorpora" — várias extensões propostas em 2026-05 já estão dentro do canon.

CapítuloAI Act ArtigosO Que Faz
Cap. 00 — FundamentosArt. 4, 26Roles canónicos + função composta "AI Reliability Engineer"
Cap. 01Art. 9Classificação de criticidade (L1–L3)
Cap. 02 §A0–A4 + REQ-AGNArt. 9, 14Modelo de níveis de autonomia A0–A4 + mandate + intent declaration
Cap. 03 playbook agenticArt. 9, 15Threat modeling com MITRE ATLAS + OWASP LLM Top 10 2025
Cap. 04 — ARC-014/ARC-015Art. 14, 15Arquitetura defensiva + agente como principal isolado + kill-switch
Cap. 05 — DEP-011..014Art. 10, 15, 25, 55AI BOM + pinning + providers aprovados
Cap. 06 — Prompts como códigoArt. 15, 17Versionamento + revisão de system prompts, skill files, agent files
Cap. 07 US-19Art. 15, 17Pipeline seguro + agentes AI como principals com OIDC + audit
Cap. 09Art. 15, 55Hardening de runtime/inferência
Cap. 10 §C5Art. 15, 55Eval suites contínuas (regression, abuse, drift, A/B)
Cap. 11Art. 17Gate de release, validação pré-produção
Cap. 12 US-13 + OPS-011..014Art. 12, 19, 72, 73Telemetria agentic + audit per tool + jailbreak detection
Cap. 13 (formação)Art. 4Literacia em IA por role
Cap. 14 US-21Art. 17, 25, 26, 73Governança + contratação de providers AI + escalonamento

Métrica Simples: Estou Alinhado?

Se consegues responder SIM a isto, estás alinhado com o núcleo técnico do AI Act:

  1. Enquadramento: Conheço o meu papel e a categoria de risco? ✓
  2. Risk Management: Tenho threat model que cobre o vetor adversarial (ATLAS)? ✓
  3. Robustez (Art. 15): Faço testes adversariais / AI red teaming? ✓
  4. Cadeia: Tenho proveniência e integridade de datasets e modelos? ✓
  5. Logging: Registo eventos de inferência com retenção adequada? ✓
  6. Monitorização: Tenho plano pós-mercado com deteção de drift? ✓
  7. Incidentes: Conseguo comunicar um incidente grave nos prazos do Art. 73? ✓
  8. QMS: Os meus gates mapeiam para os elementos do Art. 17? ✓
  9. Documentação: Tenho índice Anexo IV + model card? ✓
  10. Evidência: Consigo demonstrar tudo isto numa auditoria? ✓

≥8/10 → Boa maturidade técnica face ao AI Act. <6 → Priorizar Art. 15 (robustez), logging (Art. 12) e gestão de risco (Art. 9).

⚠️ Nota: esta métrica cobre o núcleo técnico. A conformidade plena exige ainda governação de dados (Art. 10), supervisão humana (Art. 14), transparência (Art. 13/50) e avaliação de conformidade / marcação CE (Art. 43, 47–49) - dimensões fora do âmbito SbD-ToE.


Nota Crítica: Gestão de Exceções no AI Act

O AI Act exige conformidade com os requisitos de alto risco. Exceções (desvios) devem ser formais e auditadas, com trilho documental e aprovação adequada.

O que caracteriza uma exceção em SbD-ToE/AI Act:

  • Desvio formal de um requisito (ex.: vetor adversarial mitigado por compensação enquanto se prepara retraining)
  • Aprovação formal, justificação, TTL (Time-To-Live), plano de remediação

Quem aprova (por nível de criticidade):

  • L1 (baixo risco): Tech lead / AppSec Engineer
  • L2 (médio risco): CISO / responsável de IA
  • L3 (alto risco AI Act): Governação de IA + gestão (accountable)

Implicação regulatória:

  • Exceções sem aprovação formal comprometem a evidência de gestão de risco (Art. 9) e do QMS (Art. 17)
  • Algumas situações nunca são exceptuáveis - desde logo, qualquer uso que recaia nas práticas proibidas do Art. 5
  • Trilho auditado é obrigatório para demonstrar controlo à autoridade

Referência: Cap. 02 - Requisitos de Segurança (addon de exceções) e Cap. 14 - Governança (exceções formalizadas).


Próximos Passos

  1. Enquadramento jurídico: Determinar papel e categoria de risco (jurídico/compliance)
  2. Audit de conformidade atual: Verificar Cap. 01Cap. 14 contra os requisitos técnicos do AI Act
  3. Definir roadmap: Sequenciar fases conforme contexto e categoria de risco
  4. Articular com domínio: Coordenar com ciência de dados, produto e jurídico as dimensões fora do âmbito AppSec
  5. Implementar e validar: Iterar e demonstrar conformidade em auditoria

Documentação completa: ver capítulos SbD-ToE 01–14 para detalhe técnico e operacional.


Referências

  • SbD-ToE Manual: Capítulos 01–14 (detalhe técnico por domínio)
  • Cross-Check AI Act: Análise normativa completa
  • AI Act: Regulamento (UE) 2024/1689
  • Frameworks de Referência: ISO/IEC 42001, ISO/IEC 23894, NIST AI RMF 1.0, MITRE ATLAS, OWASP ML Security Top 10, OWASP Top 10 for LLM Applications

Versão: 1.0 Data: Maio 2026 Nota: Este playbook complementa a análise normativa AI Act com implementação prática.